“Se não fizer essa cirurgia, você morre”, mulher corre para salvar sua vida após gravidez surpresa


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O relato de Amber Clayton é um alerta para muitas mulheres. Após o nascimento da filha, em 2015, ela passou a usar o DIU, um método contraceptivo. Há algum tempo, ela percebeu um sangramento anormal e decidiu procurar seu médico, para verificar se estava tudo bem. Ela fez um ultrassom e recebeu uma receita médica para ajudar a interromper o sangramento.

O médico a telefonou, poucos dias depois, informando que seu DIU estava no lugar certo. Por sua vez, Amber contou que havia parado de sangrar. Na Páscoa, o sangramento voltou. Preocupada, ela começou a achar que algo estava errado, mas preferiu esperar, pois poderia ser sua menstruação. Já no dia 11 de abril, acordou com uma dor de cabeça forte, mas como foi diminuindo com o passar do dia, ficou tranquila.

Momentos de “terror”:

“Sentada no sofá com meus filhos, levantei-me para pegar um copo de leite com chocolate e sentei novamente. De repente, eu tinha cólicas como nunca antes. Levantei-me para dar uma volta, pensando que isso poderia ajudar. A próxima coisa que ouço é o meu marido gritando meu nome. Quando comecei a andar, desmaiei e meus filhos viram tudo. Meu marido correu para o andar de baixo e tudo o que me lembro é que ele me perguntou se eu estava bem, mas não consegui responder e ele imediatamente ligou para a emergência.”, contou Amber em seu relato ao Love What Matters.

Rapidamente o resgate chegou e na ambulância ela desmaiou outras duas vezes. Os médicos realizaram alguns exames e observando os resultados, perguntaram diversas vezes se ela não poderia estar grávida. Amber continuava afirmando que não. Ela explicou que tinha feito um ultrassom há duas semanas, e se estivesse esperando um filho, lhe diriam. Já no hospital, mais exames. O resultado deles confirmou: Amber estava grávida.

Frase assustadora:

Mas, ao olhar para a profissional que a levava para outro ultrassom, ela sabia que algo estava errado. Sua dor não passava de jeito algum. “De volta ao pronto-socorro, esperei pelo que pareceu uma eternidade para os resultados. Entre as consultas de espera e de enfermeira / médico, eu desmaiei diversas vezes. Finalmente, o médico entrou e me disse que eu tinha uma gravidez ectópica e exigiria cirurgia de emergência devido a hemorragia interna. Tenho 26 anos, nunca fiz cirurgia e aqui estou em uma situação que exige isso. Expressando meus medos, a enfermeira olhou para mim e disse: “Eu sei que você está com medo, mas se não fizermos isso, você vai morrer.””, contou Amber.

Naquele momento, ela só conseguia pensar nos filhos e na família. Não queria morrer e deixá-los. Na sua cirurgia, que demorou o dobro de tempo normal, ela perdeu muito sangue e sua trompa esquerda. Amber não sabia dizer se tudo isso estava relacionado com o DIU ou com quantas semanas estava. Suspeita que fosse entre 6 a 8. A família a está ajudando a lidar com a perda do bebê, e a superar todo o procedimento que passou. Ela deixa o recado de procurar um médico e investigar a fundo caso sentia dores fortes no estômago:

“Eu não culpo ninguém nesta situação. Eu não acredito que nada tenha sido negligenciado no meu ultrassom anterior. A única coisa que poderia ter sido feita de forma diferente é eu ouvir melhor o meu corpo. Quero compartilhar minha história porque quero que as mulheres confiem e escutem seus corpos. Porque eu não o fiz e isso quase me custou a vida. “, finaliza.

Foto: Reprodução/ Amber Clayton

Fonte: Love What Matters 


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Carol Guedes