
A verdade por trás do “creminho gostoso” dos Teletubbies: curiosidades e bastidores de um clássico infantil
O fenômeno dos Teletubbies
Quando estreou em 1997, o programa Teletubbies, produzido pela BBC, rapidamente conquistou crianças de todo o mundo. Coloridos, de fala infantilizada e comportamentos repetitivos, os quatro personagens principais — Tinky Winky, Dipsy, Laa-Laa e Po — foram desenhados para atrair a atenção dos pequenos espectadores de até 4 anos.
Com cenários bucólicos, músicas simples e interações com objetos falantes, a série se tornou um fenômeno global. Exibida em mais de 120 países, foi traduzida para dezenas de idiomas e virou parte fundamental da memória de quem cresceu nos anos 1990 e início dos 2000.
Entre os elementos mais marcantes do universo fictício estava uma comida peculiar: o “creminho gostoso”, conhecido no original como Tubby Custard.
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O que era o “creminho gostoso”
O alimento fictício favorito dos Teletubbies
No enredo, o creminho era uma sobremesa cremosa e rosa, servida por uma máquina excêntrica. Os episódios frequentemente mostravam os personagens se deliciando ou até se atrapalhando com a substância, criando momentos cômicos que se tornaram clássicos.
Função pedagógica
A presença do “creminho” tinha um objetivo além da diversão. Ele simbolizava hábitos como compartilhar refeições, experimentar sabores novos e viver a experiência da comida como um momento coletivo. Para o público infantil, assistir aos Teletubbies comendo criava identificação e estimulava a imaginação.
A verdade por trás da receita

Uma mistura nada saborosa
Nos bastidores, o “creminho gostoso” estava longe de ser apetitoso. Para as gravações, era utilizada uma combinação espessa à base de sêmola, corante rosa e outros ingredientes de textura pastosa. O resultado era uma massa grudenta, de gosto desagradável, que servia apenas para parecer atrativa diante das câmeras.
O desafio nas filmagens
O creme era tão pegajoso que frequentemente causava problemas técnicos. Os trajes dos atores, já pesados e quentes, ficavam cobertos da substância e precisavam de longas limpezas entre as cenas. O cenário também era difícil de higienizar, o que atrasava o cronograma de gravações.
Reclamações da equipe
Profissionais que trabalharam no set contaram, anos depois, que o cheiro e a consistência da mistura eram pouco agradáveis. Para os atores dentro das fantasias, provar o “creminho” era parte do trabalho, mas certamente não uma experiência prazerosa.
O impacto cultural do “creminho gostoso”
Da TV para os brinquedos
O sucesso do Tubby Custard foi tão grande que extrapolou os episódios. A BBC licenciou brinquedos, jogos e até produtos alimentícios inspirados no creme. Crianças pediam aos pais para “tomar o creminho” como seus personagens favoritos, e isso ajudou a expandir o universo comercial da série.
Um marco na memória afetiva
Mais de duas décadas depois, o “creminho gostoso” ainda é lembrado com nostalgia pelos que cresceram assistindo aos Teletubbies. Apesar de ser uma invenção artificial e nada saborosa nos bastidores, na tela ele se transformou em símbolo de inocência e diversão da infância.
Outras curiosidades dos bastidores
O sol com rosto de bebê
O icônico sol com face humana foi criado usando imagens de um bebê real, filmado separadamente e editado digitalmente no cenário. A criança, chamada Jess Smith, só revelou sua identidade já adulta, tornando-se um ícone da cultura pop.
Fantasias pesadas e desgastantes
As fantasias dos quatro Teletubbies pesavam cerca de 30 quilos cada. Os atores sofriam com o calor e a falta de mobilidade, especialmente durante cenas que envolviam o “creminho”, já que a substância grudava no tecido e dificultava ainda mais o movimento.
O cenário que virou atração turística
As colinas verdes onde se passava a história foram construídas em tamanho real em uma fazenda inglesa. Durante anos, fãs curiosos visitaram o local, mas os donos precisaram limitar a entrada para manter a privacidade da propriedade.
O sucesso e as críticas
Estímulos sensoriais para crianças
A série foi cuidadosamente planejada para estimular bebês e crianças pequenas por meio de repetições, cores vibrantes e sons característicos. A simplicidade do conteúdo era intencional, para reforçar o aprendizado básico.
Polêmicas ao longo dos anos
Apesar do sucesso, os Teletubbies também foram alvo de críticas. Educadores mais conservadores alegavam que o programa era simplório em excesso, enquanto alguns grupos criaram interpretações equivocadas sobre os personagens. Ainda assim, nada conseguiu abalar a popularidade da atração.
O legado dos Teletubbies
Mais que um programa infantil
Os Teletubbies se tornaram ícones de uma geração. O “creminho gostoso”, as torradinhas (Tubby Toast), o sol bebê e as falas repetitivas ainda são lembrados como símbolos de uma época.
Reinvenções ao longo do tempo
O programa ganhou novas versões, relançamentos e até séries derivadas. Embora adaptado para públicos modernos, o espírito lúdico e surrealista continua sendo sua marca registrada.
Considerações finais
O “creminho gostoso” dos Teletubbies é um exemplo perfeito de como a televisão infantil cria universos que encantam as crianças, mesmo quando a realidade por trás das câmeras é muito menos glamourosa. O creme rosa, na prática, era uma mistura sem sabor e difícil de lidar, mas na tela virou um ícone da infância dos anos 1990.
Mais do que um detalhe, ele simboliza como a série conseguiu transformar o simples em mágico, deixando um legado que até hoje ressoa na memória de quem cresceu ao som das risadinhas de Tinky Winky, Dipsy, Laa-Laa e Po.
