Se você é contra refugiados, deveria ver o que esse homem fez quando viu idosa caída no metrô
Muitas vezes, a ajuda aparece de quem menos esperamos. E isso aconteceu com uma senhora, no Rio Grande do Sul, que passou mal no metrô e acabou caindo no piso do vagão.
Naquele momento, o alarme foi acionado e o trem parou. Quem captou tudo foi o cineasta Ulisses Da Motta, de 40 anos. Ele contou que viu a senhora de idade avançada ser erguida e acomodada em um dos bancos.
O que surpreendeu a todos foi quando um passageiro senegalês apareceu e cuidou da doente. Pediu água para que ela bebesse, verificou seus batimentos cardíacos e, quando um funcionário do metrô apareceu com uma cadeira de rodas, o rapaz a ergueu no colo, com muito cuidado e experiência, colocando-a na cadeira.

Assim que a senhora saiu do trem com seu marido ao lado, Ulisses foi até o senegalês para conhecer mais sobre ele, que chamava-se Moussa. O rapaz foi enfermeiro no Senegal durante 15 anos, mas mora há um ano e meio no Brasil trabalhando em uma fábrica de refrigerante.
Moussa contou que a idosa teve uma crise de pressão alta muito violenta, por isso a manteve deitada em uma posição que alivia a pressão das artérias, até que melhorasse. Segundo ele, seria provável que se caso não tivesse recebido atendimento rápido, ela poderia falecer em dez minutos.
No momento, o senegalês está procurando emprego na área de enfermagem e seu diploma é válido no Brasil. Ulisses pegou o contato do rapaz para ajudar e disse a ele: “que bom que tu estava aqui, seja muito bem-vindo!”.

“Enquanto alguns acham que eles (imigrantes) ‘trazem doença’ (sim, já li isso), que são terroristas, que são treinados para a guerra; um deles fez mais pela humanidade em cinco minutos do que este tipo de crápula fará sua vida inteira. Não tenho dúvida nenhuma de que lado eu estou. Vocês, de que lado estão?”, completa Ulisses.

Precisamos de mais pessoas em nosso país como Moussa que se prontificou a ajudar enquanto outros brasileiros nem levantaram para ajudar a senhora. O mundo precisa de mais empatia, solidariedade e exemplos do bem como o rapaz senegalês.
