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Rodrigo Hilbert é contra apelido que ganhou na internet e explica que sua criação o faz recusar o rótulo

Você já ouviu falar no termo “homão da porra”? É aquele homem bonito que realiza as tarefas de casa, cuida das crianças e é um verdadeiro cavalheiro. Quem assiste o programa “Tempero de Família”, do Rodrigo Hilbert no canal GNT, certamente já pensou que ele se encaixa perfeitamente nesse estilo.

Quem não gostaria de um homem desses em casa? Pelo visto, a maior parte da internet que deu esse título ao apresentador, gostaria – e muito!

Mesmo dividindo seu tempo entre ser um maravilhoso cozinheiro, marceneiro/carpinteiro/lenhador, dono de casa, paizão, fã da esposa Fernanda Lima, ele disse que isso tudo nada mais é do que “sua obrigação”, pois é o mínimo que todos os homens deveriam fazer.

Na última edição do programa Saia Justa desta quarta-feira, 12, Rodrigo também disse que existem muito mais “mulherões da porra” do que homens nesse mundo.

“Receber elogios pelo fato de cuidar do teu filho, cuidar da sua casa, pelo fato de dividir as tarefas com a sua esposa… Eu não aceito esse rótulo de ‘homão da porra’ pelo simples fato de fazer isso. O ‘homão da porra’ a gente pode chamar de ‘homem moderno’, tá?”, disse.

Como age hoje com sua família vem de berço. Rodrigo quando era criança tinha a casa comandada por fortes mulheres e se sente “privilegiado” por ter sido criado em um lar onde os homens tinham tarefas doméstica e cuidavam dos filhos, em meio a uma sociedade puramente machista da época. Para ele, é engraçado ser considerado um “homão da porra”, pois entende que faz as tarefas mais simples que um homem deve fazer.

O que ainda não entende – e nem nós – é o fato de sua mãe e suas tias nunca terem sido chamadas de “mulherão da porra”, já que sempre cuidavam dos filhos, além de trabalharem fora, trazerem dinheiro para dentro de casa, cozinhar, bordar e limpar a casa.

O apresentador insiste que elas, sim, são “mulherões da porra”, assim como sua esposa, Fernanda Lima, apresentadora do programa Amor e Sexo, da TV Globo, que, segundo ele, ‘trabalha pra caramba’.

Podemos ver o contraste de uma sociedade considerada machista, quando o marido faz um programa de culinária, enquanto a esposa apresenta um de sexo. Na realidade, tudo são apenas rótulos.

Não existiria o tema “homão da porra” se a sociedade fosse criada vendo a igualdade que deve existir em um casamento, em que um homem não deve “ajudar em casa”, como muitos dizem, mas sim, fazer nada mais, nada menos, do que o seu papel em casa. Assim como diz Rodrigo Hilbert, é o mínimo que ele deve fazer.

Concorda que não existe a frase “ele ajuda a mulher”? Isso porque os dois devem dividir as coisas, pois a casa não é mais de um do que do outro, assim como não é exclusivamente tarefa da mulher cuidar do filhos. Afinal, a criança é fruto dos dois e não apenas dela. A casa não é responsabilidade da esposa, e sim, dos dois que lá vivem de forma igualitária.

Fotos: Reprodução, Divulgação.