“Católico e temente a Deus”, assim se define o devoto humorista Renato Aragão, o eterno ‘Didi Mocó’, que não segurou as lágrimas no Santuário de Aparecida, em São Paulo, onde recebeu uma linda homenagem – uma estátua de cera e uma exposição no Memorial da Devoção Nossa Senhora Aparecida.
Emocionado, o artista contou à equipe do programa ‘Intervenção Web’ que não se sentia merecedor da homenagem que estava recebendo: “Eu entrei de ‘bicão’, porque eu não mereço isso aqui. A verdade é que eu tenho que viver várias vidas pra agradecer essa emoção e a essa gente que trabalhou e que idealizou esse evento. Eu devo tudo a eles também”, contou.
A exposição, batizada como ‘Didi, o devoto trapalhão’, tem entrada gratuita e ficará aberta até julho. Nela estarão presentes 130 peças que envolvem fotos, prêmios e máscaras dos personagens vividos por Renato Aragão. Ao G1, o humorista se disse surpreso com o tanto de coisas guardadas no acervo e admitiu que sequer se lembrava de muitas das peças presentes na exposição.
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Foto: Camila Motta / G1
A devoção do ator ganhou destaque em 1999, quando Renato Aragão caminhou por 150 quilômetros a pé em uma peregrinação que teve o Santuário como destino, em prol do ‘Criança Esperança’. Na ocasião, ele não segurou a emoção ao ver a basílica e teve a companhia de milhares de fãs e fiéis em sua jornada. “Nossa Senhora está em todos os lugares, não em uma imagem. Mas com o simbolismo de ver a basílica, eu não aguentei”, disse o comediante na época.
Renato se recorda, dentro outros momentos marcantes de sua caminhada, de quando conheceu uma garotinha com deficiência visual que o acompanhou durante 5 quilômetros e lhe deu um abraço marcante. Ele revela que, até hoje, ela continua sendo uma amiga: “Eu ganhei uma pequena santa”.
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Didi durante a peregrinação em 1999 – Foto: Reprodução
No vídeo abaixo, produzido pelo Intervenção Web, você confere mais histórias contadas por Renato em Aparecida e outros detalhes da exposição.

E mesmo para quem não é fã de Renato, Aparecida é uma cidade que merece as atenções e uma visita. Vale (e muito) a viagem.


Foto: Camila Motta / G1
Didi durante a peregrinação em 1999 – Foto: Reprodução









