
“Por favor, não desliguem os aparelhos do meu filho”, pai implora para que médicos não desistam de seu bebê
Um caso que está mexendo até mesmo com algumas celebridades é o do pequeno Alfie, de 20 meses. Ele está em um hospital em Liverpool, na Inglaterra, e tem uma condição no cérebro que ainda é um mistério. Sem conseguir diagnosticá-lo e tratá-lo, os profissionais alegam que não há mais nada a ser feito e que o menino está em “estado semi-vegetativo”.
Ao mesmo tempo, Tom Evans, de 21 anos e Kate James, de 20, pais do pequeno, lutam na justiça para que seus aparelhos não sejam desligados. Eles acreditam que ainda há muito a esperar do filho. Famosos que se engajaram na causa foram até o hospital visitá-lo e viram como o bebê foi capaz de reagir ao toque do pai e que ainda há esperanças, pois ele está melhorando.

Nessa próxima quinta-feira, o casal vai até a Suprema Corte para pedir que os aparelhos que mantém Alfie vivo não sejam desligados. Eles querem também levar o filho até a Itália, pois esperam que o Hospital Pediátrico Bambino Gesu do Vaticano, em Roma, possa ajudar a diagnosticar e tratar o menino.
Tom e Kate contam que se mais nada puder ser feito, eles querem levar Alfie para casa para morrer ao lado deles: “No momento, não estamos dispostos a deixá-lo morrer. Ele ainda tem função no cérebro, ele ainda reage. Acreditamos que Alfie não está morrendo. Ele está melhorando.”, disse Tom, que não vai desistir do filho. Eles sabem que mesmo que o menino sobreviva, ele terá inúmeras limitações por conta de sua condição cerebral.

Uma página já arrecadou quase £ 60,000 para levar Alfie ao exterior. Além disso, uma petição com mais de 70 mil assinaturas pede que o hospital em Liverpool autorize os pais a levarem o menino para a Itália.
“Profissionais médicos se reunirão para discutir o plano de cuidados mais adequado para o futuro, com foco no conforto, bem-estar e melhor interesse da criança. Nós sempre procuraremos chegar a um acordo com os pais, mas haverá algumas situações raras em que o acordo não pode ser alcançado e a equipe de tratamento acredita que o tratamento ativo contínuo não o melhor para a criança”, alegaram os responsáveis do hospital.

Quando tudo começou:
Segundo o casal, Alfie era um bebê saudável, mas aos quatro meses, tudo mudou. Ele parou de se desenvolver e teve uma infecção torácica e sofreu convulsões no hospital. Foi quando os médicos pensaram que ele teria pouco tempo de vida, mas o pequeno sobreviveu com a ajuda de aparelhos.
Agora, os pais aguardam a decisão da justiça para continuar lutando pelo filho.
Foto: Reprodução/ PA
Fonte: Mirror
