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Não bastando as agressões verbais, professora apanha de aluno em sala. E faz revelação devastadora sobre a “nova geração”

Você conhece alguém que nunca presenciou alguma agressão, seja verbal ou física, a um professor? Infelizmente, a violência contra esse profissional é uma realidade no Brasil. Mas ainda é chocante ver casos específicos como o de Marcia Friggi, que teve seu supercílio estourado por um soco de um aluno em seu primeiro dia com a turma.

O ataque aconteceu em uma escola de educação para jovens e adultos em Santa Catarina. A professora de literatura pediu para que o estudante de 15 anos colocasse seu livro, que estava entre suas pernas, sobre a carteira, o que fez com que ele a xingasse e jogasse o objeto em sua direção. Ao levá-lo para a direção, foi surpreendida por socos e chutes.

O que se sucedeu choca ainda mais: ao revelar sua história nas redes sociais, Friggi sofreu mais uma série de ameaças e agressões verbais — dessa vez, de desconhecidos. “Estão escrevendo que eu merecia isso, por meu posicionamento político [nas redes sociais] de esquerda, de feminista”, relata.

Marcia ainda lamenta, em entrevista à BBC, o quanto sua classe é agredida diariamente. “Exerço uma das profissões mais dignas do mundo com um salário miserável”, diz

“Somos agredidos verbalmente de forma cotidiana. Fomos [os professores] relegados ao abandono de muitos governos e da sociedade. Somos reféns de alunos e de famílias que há muito não conseguem educar. Esta é a geração de cristal: de quem não se pode cobrar nada, que não tem noção de nada”, desabafa.

Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, 12,5% dos professores sofreram agressões verbais ou intimidações vindas de alunos no Brasil. Esperamos que essa situação terrível não se repita.

Fotos: Reprodução/Facebook