A Boa do Dia

Mulher foi raptada quando era um bebê. 40 anos depois, ela tem a perfeita vingança

Reencontrou de Adriana e familiar foi emocionante para os dois lados

Uma mulher identificada como Adriana foi tirada de seus pais quando era apenas um bebê. Mas isso não é apenas um roteiro de novela, não foi uma pessoa má que levou ela embora. Pode ser difícil de acreditar, mas foi o próprio governo de seu país que a tirou de seus responsáveis. Tudo porque, durante a ditadura na Argentina, muitas pessoas eram presas e condenadas, e seus filhos eram levados para creches e locais de adoção.

E nessa lista já possuem 126 nomes, ou seja, todas essas pessoas foram separadas de seus pais quando eram apenas recém-nascidos. Isso tudo foi descoberto por um grupo chamado “Avós da Praça de Maio”, que são mulheres que buscam reaproximar estas crianças roubadas de seus pais biológicos. E o caso de Adriana não foi diferente. Depois que seus pais morreram, quando ela tinha 40 anos, um familiar contou toda a verdade, ela era adotada. Neste momento, ela não teve dúvidas. A argentina foi atrás do grupo ativista para descobrir o que pudesse sobre seu passado.

Depois de alguns dias, a mulher fez o exame de DNA para saber  se alguns possíveis candidatos seriam seus parentes. Mas quatro meses se passaram e ninguém tinha comentado nada com ela. Neste momento, Adriana conta que pensou que ela havia sido abandonada por seus pais biológicos. E por isso ela ficou muito surpresa quando recebeu uma ligação da Comissão Nacional para o Direito à Identidade avisando que tinham novidades para ela.

adriana

 

Foi então que Adriana descobriu que sua avó paterna, Blanca Díaz, de 86 anos, estava viva e queria conhecê-la. O momento foi muito emocionante, já que Adriana também descobriu que seus pais foram sequestrados e estão desaparecidos até hoje.

adriana

Aquele momento foi mágico, lembra uma representante do grupo Avós da Praça de Maio, “O amor é mais forte que o ódio. Encontramos uma mulher que hoje recupera toda a sua história”.

Mas é claro, o trabalho não terminou, ainda existem muitas pessoas procurando familiares desaparecidos durante a ditadura.

Fotos: Reprodução Internet

Fonte: Globo