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Milhões de cavalos-marinhos estão perdendo seus companheiros porque as pessoas estão os matando para uso medicinal

A maldade humana ultrapassa todos os limites a cada dia. O ser humano esquece que não é apenas ele que tem família e uma vida. Até os mais minúsculos animais, como é o caso dos cavalos-marinhos, também têm seus direitos, pois fazem parte do nosso planeta. Sim, o ser humano muitas vezes acha que apenas a vida dele mesmo tem valor. E não é bem assim.

Milhares de cavalos-marinhos estão sendo mortos todos os dias no mundo. Em Hong Kong, na China, lojas que, além de vender barbatanas de tubarões mortos, estrelas do mar e pepinos do mar também mortos, está agora colocando em suas prateleiras pequenos cavalos-marinhos secos em uma quantidade absurda!

São potes e mais potes, sacos e mais sacos, repletos de bichinhos marítimos que são usados muito na medicina da China. São aproximadamente cem cavalos-marinhos por saco vendido. Há lojas que vendem apenas essa espécie e nada mais, ou seja, centenas de prateleiras com milhões de animais mortos. O número é assustador e está deixando especialistas completamente sem reação.

O conservacionista Gary Stokes visitou diversas lojas nos países ocidentais e afirmou que a caça dessa espécie está proibida, isso porque há mais de 40 espécies de cavalo-marinhos, porém a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) lista muitos como “ameaçados” ou “em perigo”. Algumas espécies não têm nem ao menos dados suficientes para que os cientistas avaliem seu status de conservação.

O que ninguém entende é que a maioria das espécies de cavalos-marinhos estão protegidas através da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Extinção CITES), que limita o comércio e a venda destes animais. No entanto, essas proibições não parecem estar fazendo muito por eles.

É um cenário preocupante. O que mais afeta também a vida dos bichinhos é que, além de serem usados para a medicina, também são vendidos como enfeites ou lembranças turísticas, ou seja, as pessoas que visitam essas lojas contribuem casa vez mais para essa matança em massa.

De acordo com a bióloga Amanda Vincent do Projeto Seahorse, que visa ajudar os animaizinhos, não existem dados oficiais sobre pescarias de cavalos-marinhos, mas partir do trabalho que realizaram em campo com 21 países, cerca de 37 milhões estão morrendo por ano.

Mas além da medicina e o comércio, o capturamento exacerbado com certas técnicas de pesca, como a de arrasto, também está prejudicando a vida dos animais. Para isso, o projeto está tentando acabar com essa forma de pescaria, pois, por mais que não seja uma forma de caça específica aos cavalos-marinhos, ainda assim, eles morrem.

Amanda diz que proibir a exportação não significa que eles irão sobreviver na natureza devido a exatamente essas técnicas usadas, que os capturam acidentalmente. Não há muito ganho com a conservação se você pegá-los, mas que, pelo menos, deixe-os na praia – não é necessário vendê-los.

Sabe como você sofre quando alguém que ama parte? Saiba que com essa espécie isso também acontece! A fêmea e macho, como companheiros, são inseparáveis e o que torna essa relação mais interessante e conjunta é que os próprios machos que carregam seus bebês. A fêmea lhe transfere os ovos que ficam na bolsa dele.

Com isso, passam por uma gravidez, fornecendo a comida, nutrição e calor até entrarem em trabalho de parto. Sim, os machos mesmo, acredite! Que sonho para uma mulher, não é? Eles não são apenas bons pais, mas também bons parceiros. O vínculo de uma casal de cavalos-marinhos é permanente.

Amanda ainda acredita que as pessoas possam um dia proteger os bichinhos e nosso próprio oceano. Por mais que a maioria das pessoas vejam o mar como uma enorme piscina, ele é na verdade, um lar cheio de vidas extraordinárias, com os cavalos-marinhos mais lindos.

É muita maldade e egoísmo não conseguir enxergar isso. Ajuda a preservar esse lugar e, juntos, não permitir que a maldade atinja as mais puras espécies. A maldade já é muito em nosso dia a dia para passarmos ela para eles.

Fotos: Shutterstock, Projeto Seahorse