
Negro, menino de 11 anos é barrado na entrada de shopping por estar “malvestido”
Em Guarulhos, na Grande São Paulo, um menino negro de 11 anos foi proibido por seguranças de permanecer nas dependências do Parque Shopping Maia. De acordo com o mãe do garoto, ele foi barrado do local por supostamente estar ‘malvestido’.
Segundo a mãe do menino, a manicure Rosangela da Silva, 26, a expulsão ocorreu porque o filho estava de bermuda e chinelo, visual “fora dos padrões” dos frequentadores do estabelecimento.
Ela explica que foi ao shopping com seus três filhos (junto com o menino, ela levou uma criança de 5 anos e um bebê de apenas 10 meses) após não encontrar um chinelo para o garoto em um supermercado próximo. E lá, ela pediu ao filho para perguntar ao segurança se ele sabia de alguma loja que vendesse o calçado.
Após dizer para a mãe que sabia onde comprar, ela o deixou com seu cartão de débito enquanto ele foi sozinho e ela aguardava com os outros filhos na entrada. Contudo, instantes depois, o menino foi chorando em direção à mãe enquanto era direcionado por um segurança. “Quando ele falou ‘mãe, não me deixaram entrar’, eu entrei em desespero, porque é meu filho. Eu queria entender o motivo de ele não poder mais entrar”, comentou Rosangela ao R7.
Segundo a manicure, os seguranças não justificaram o porquê de estarem proibindo a criança de ficar no shopping. E após uma confusão, o gerente da loja explicou que não poderia vender o chinelo para o menino por causa da idade dele. A tia do menino foi quem efetuou a compra somente duas horas e meia após todo o ocorrido.
“Ele sempre vai pagar as contas pra gente, compra as coisas e nunca disseram nada. Agora que ia comprar uma coisinha pra ele aconteceu isso”, disse a avó do garoto, Maria Josefa.
Em nota divulgada ao R7, a assessoria de imprensa do shopping alegou que “o único posicionamento que pode passar é que o Shopping Maia é contra qualquer tipo de discriminação e ainda está apurando os fatos”. Já os responsáveis pela loja não se manifestaram.
O caso foi levado à Polícia e está sob investigação do 2º DP de Guarulhos. Racismo não está descartado.
