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Fiji declara crise nacional de HIV após aumento recorde de diagnósticos

Fiji declarou uma crise nacional de HIV em setembro de 2026, após registrar um forte aumento nos diagnósticos da infecção. A estimativa mais recente aponta que aproximadamente 1 em cada 60 adultos vive com HIV no país.

O cenário representa uma mudança significativa em relação aos últimos anos. Cinco anos atrás, a estimativa era de que 1 em cada 167 adultos vivia com o vírus. Em 2025, Fiji registrou 2.016 novos diagnósticos, contra 1.583 casos no ano anterior.

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Governo de Fiji amplia resposta ao HIV

Diante do crescimento dos casos, o governo decidiu aumentar o nível de mobilização nacional. A estratégia passou a envolver diferentes setores da administração pública e inclui medidas de prevenção, diagnóstico, tratamento e redução de danos.

Subcomitê reúne cinco ministros

Entre as medidas adotadas está a criação de um subcomitê formado por cinco ministros, responsável por acelerar as ações de combate ao HIV e enfrentar obstáculos que dificultam a resposta no país.

A ampliação da testagem também passou a ser uma prioridade. Com mais pessoas realizando exames, as autoridades conseguem identificar indivíduos que vivem com HIV, mas ainda não conheciam sua condição.

Fiji registrou mais de 2 mil diagnósticos em 2025

Os 2.016 novos diagnósticos registrados em 2025 representam o maior número anual já registrado no país. O resultado corresponde a um aumento de aproximadamente 27% em comparação com os 1.583 casos de 2024.

O aumento dos diagnósticos, entretanto, não significa necessariamente que todas essas pessoas tenham adquirido HIV naquele mesmo ano. A expansão dos testes também contribuiu para encontrar casos que anteriormente permaneciam sem diagnóstico.

Apenas uma parcela das pessoas recebe tratamento

Segundo estimativas da UNAIDS, aproximadamente 9.100 pessoas viviam com HIV em Fiji em 2025.

O acesso ao diagnóstico e ao tratamento ainda é um dos principais desafios. Naquele ano, apenas 39% das pessoas que viviam com HIV conheciam sua condição, enquanto 22% recebiam tratamento antirretroviral.

Transmissão sexual e drogas injetáveis estão entre os fatores

Entre os casos em que foi possível identificar a forma de transmissão, mais da metade estava relacionada à transmissão sexual. Mais de 42% estavam associados ao uso de drogas injetáveis.

Diante desse cenário, Fiji pretende ampliar as políticas de prevenção e redução de danos.

Governo planeja distribuir agulhas e seringas

Uma das medidas anunciadas é a criação de um programa de distribuição de agulhas e seringas para pessoas que fazem uso de drogas injetáveis.

O país também pretende ampliar o acesso à PrEP, medicamento utilizado para reduzir o risco de aquisição do HIV por pessoas que não vivem com o vírus.

Além disso, estão previstas ações de testagem gratuita, voluntária e confidencial, assim como maior acesso ao tratamento.

Crianças e gestantes também são afetadas

O avanço do HIV também trouxe consequências para gestantes e recém-nascidos.

Em 2025, 59 bebês nasceram com HIV em Fiji, enquanto 18 morreram antes de completar um ano, segundo dados divulgados pelas autoridades.

Diagnóstico durante a gestação é prioridade

A situação reforça a importância do diagnóstico durante a gravidez e do início rápido do tratamento. As autoridades também buscam ampliar o acompanhamento de gestantes para reduzir a transmissão do HIV de mãe para filho.

UNAIDS apoia a declaração de crise

A UNAIDS afirma que Fiji enfrenta uma das maiores acelerações de novas infecções por HIV no mundo. Segundo a organização, o número de novas infecções aumentou 12 vezes entre 2010 e 2025.

A entidade considera que a declaração de crise pode ajudar o país a acelerar medidas de prevenção, diagnóstico e tratamento.

HIV não é transmitido pelo contato cotidiano

A organização também reforça que o HIV não é transmitido por abraços, apertos de mão ou convivência cotidiana.

Além disso, pessoas que fazem tratamento corretamente e mantêm carga viral indetectável não transmitem o HIV sexualmente.

O que Fiji pretende fazer agora

A nova estratégia do governo concentra-se em três frentes principais: prevenir novas infecções, ampliar a testagem e garantir que mais pessoas tenham acesso ao tratamento.

A expectativa é que a expansão dos serviços permita identificar mais pessoas que vivem com HIV e aumentar o número de pacientes em acompanhamento médico.

A crise declarada em setembro de 2026 coloca Fiji diante de um dos maiores desafios de saúde pública de sua história recente. Com novas medidas de prevenção, diagnóstico e tratamento, o governo busca conter o avanço da infecção e reduzir seus impactos entre adultos, gestantes e crianças.