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Cansaço e queda de cabelo: alerta para a falta de vitamina D no organismo

O papel vital da vitamina D na saúde

A vitamina D é uma das substâncias mais importantes para o funcionamento equilibrado do corpo humano. Ela é responsável por regular o metabolismo do cálcio e do fósforo, fortalecer ossos e músculos, apoiar o sistema imunológico e até influenciar o humor e a disposição.

Nos últimos anos, os casos de deficiência de vitamina D cresceram de forma preocupante em todo o mundo. A rotina cada vez mais em ambientes fechados, o uso frequente de protetor solar e hábitos alimentares inadequados reduziram a produção natural dessa vitamina, cuja principal fonte é a exposição ao sol.

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Cansaço e queda de cabelo: os primeiros sinais da deficiência

Entre os diversos sintomas da falta de vitamina D, dois se destacam por serem bastante perceptíveis: a fadiga constante e a queda de cabelo. Embora sejam facilmente associados a estresse ou má alimentação, eles podem indicar algo mais sério.

Entenda a fadiga associada à falta de vitamina D

A vitamina D desempenha um papel essencial no metabolismo energético. Ela auxilia as mitocôndrias — as “usinas de energia” das células — a produzirem ATP, a principal molécula energética do corpo. Quando os níveis de vitamina D estão baixos, a produção de energia diminui, o que explica o cansaço persistente, mesmo após uma boa noite de sono.

Essa sensação de esgotamento físico e mental é um dos sinais mais relatados por quem apresenta deficiência e pode vir acompanhada de dificuldades de concentração e desânimo.

A influência da vitamina D no crescimento dos cabelos

Os folículos capilares possuem receptores específicos para a vitamina D. Quando o corpo apresenta baixos níveis, o ciclo de crescimento dos fios é afetado, levando à queda capilar difusa e ao enfraquecimento dos cabelos.

Estudos indicam que a deficiência pode estar relacionada a quadros de alopecia, especialmente em mulheres. Além da perda de fios, também é comum notar cabelos mais finos, secos e quebradiços.

Outros sintomas da falta de vitamina D

A deficiência desse nutriente não se limita à fadiga e queda de cabelo. Outros sinais frequentes incluem dores musculares e articulares, enfraquecimento dos ossos e risco de fraturas, queda na imunidade e infecções repetidas, mudanças de humor e irritabilidade, dificuldade de concentração, insônia e recuperação lenta após doenças ou ferimentos.

Como muitos desses sintomas são inespecíficos, é comum que a deficiência passe despercebida por meses ou até anos sem diagnóstico.

Como é feito o diagnóstico da deficiência de vitamina D

O exame de sangue chamado 25-hidroxivitamina D [25(OH)D] é o método padrão para medir os níveis da vitamina no organismo. Segundo especialistas, os valores considerados ideais variam entre 30 e 100 ng/mL.

Resultados abaixo de 20 ng/mL indicam deficiência, enquanto valores entre 20 e 29 ng/mL apontam insuficiência. Em ambos os casos, é necessário acompanhamento médico para definir o tratamento mais adequado.

É importante lembrar que a automedicação pode ser perigosa. O excesso de vitamina D também causa problemas, como aumento do cálcio no sangue, que pode levar à formação de pedras nos rins e prejuízos ao coração.

Causas mais comuns da falta de vitamina D

Exposição solar insuficiente

A principal fonte de vitamina D é a exposição direta ao sol. Quando a pele entra em contato com a radiação ultravioleta B (UVB), o corpo inicia a produção do nutriente. No entanto, o uso constante de protetor solar, o tempo limitado ao ar livre e o trabalho em ambientes fechados reduzem significativamente essa síntese natural.

Alimentação pobre em vitamina D

Poucos alimentos contêm vitamina D em quantidades significativas. Peixes gordos como salmão, atum e sardinha, além de gema de ovo, fígado e cogumelos, estão entre as melhores fontes. A ausência desses alimentos na dieta pode contribuir para o desenvolvimento da deficiência.

Fatores de risco e doenças associadas

Algumas condições aumentam o risco de falta de vitamina D, como obesidade, doenças renais e hepáticas, diabetes, idade avançada e uso prolongado de corticoides. Além disso, pessoas com pele mais escura tendem a precisar de mais tempo de exposição solar para produzir a mesma quantidade de vitamina D que pessoas de pele clara.

Como repor a vitamina D de forma segura

vitamina d
Imagem – Bestofweb/Freepik

Suplementação com orientação médica

A reposição deve ser sempre indicada por um profissional de saúde. A dose varia conforme o grau de deficiência, idade e condição clínica do paciente. O suplemento pode ser administrado em cápsulas, gotas ou, em casos específicos, por injeção.

Alimentação equilibrada

Mesmo com suplementação, é importante manter uma dieta rica em fontes naturais de vitamina D e cálcio. Incluir peixes, ovos, leite fortificado e cogumelos ajuda a potencializar os resultados.

Exposição solar consciente

Tomar sol por cerca de 15 a 20 minutos por dia, nos braços e pernas, antes das 10h ou após as 16h, é suficiente para estimular a produção natural de vitamina D, sem causar danos à pele.

Efeitos da deficiência prolongada

A falta prolongada de vitamina D pode provocar doenças graves, como osteoporose, osteomalácia e enfraquecimento muscular. Também há evidências de que a deficiência está relacionada a maior risco de depressão, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

No campo da saúde mental, baixos níveis da vitamina foram associados a alterações de humor e ao aumento de sintomas depressivos, especialmente em pessoas com rotina sedentária e pouca exposição solar.

Quando procurar ajuda médica

Se o cansaço for constante, a queda de cabelo intensa e houver sinais de enfraquecimento físico, é fundamental procurar um médico clínico geral ou endocrinologista. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado ajudam a restabelecer os níveis normais da vitamina e prevenir complicações a longo prazo.

Considerações finais

A vitamina D é um pilar essencial da saúde, influenciando o bem-estar físico, mental e até estético. Apesar de sua importância, a deficiência é silenciosa e comum, especialmente em quem tem pouca exposição ao sol e alimentação restrita.

Manter uma rotina com alimentação equilibrada, exercícios ao ar livre e exames regulares é a melhor forma de prevenir a carência. O equilíbrio é a chave: nem o excesso nem a falta fazem bem. Cuidar da vitamina D é cuidar da energia, da imunidade e da vitalidade do corpo.