Inspiração

Ela estava determinada a se matar. Até que ao entrar em vila isolada, descobre a realidade destas crianças

Depressão, problemas sérios de saúde, fim do casamento e falta de esperança que o destino pudesse, uma vez mais, trazer algo de bom para sua vida. Era este o cenário do mundo real onde uma mulher chamada Kathryn Lowe, 57, encenava seu drama pessoal, que em breve teria um fim. Ela estava determinada a tirar a própria vida.

Em meio a todas as dificuldades, Kathryn recebeu um convite da irmã mais nova, Carol, para fazer uma viagem ao Nepal, país asiático localizado na região dos Himalaias. E apesar dela estar receosa quanto ao visita à nação, que no ano anterior havia sido devastada por um terremoto, ela não tinha nada a perder e resolveu aceitar a oferta.

A viagem seria um divisor de águas para ela. Àquela altura, seu testamento já estava até escrito. E a visita ao país exótico representaria ou uma chance dela se reerguer ou o final em definitivo em uma de suas montanhas.

Graças ao auxílio da irmã, Kathryn teve forças e coragem para concluir caminhadas verdadeiramente complicadas, que levaram cerca de até 10 horas para serem concluídas. Durante cada uma das trilhas, a ideia de se matar permanecia forte em sua mente, até que chegaram à aldeia isolada de Lukla, cuja localização a expõe a uma complicada realidade. Para que suprimentos sejam levados até o local, só é possível ter acesso a pé ou por meio de aviões leves que precisam pousar naquele que é considerado um dos aeroportos mais perigosos do mundo. Mas foi na pequena vila que Kathryn viu uma luz no fim de seu túnel emocional.

Quis o destino que ela e a irmã fossem parar no local – e precisassem ficar lá por algum tempo – em razão de uma intoxicação alimentar. Não demorou para que logo ambas fizessem amizade com os habitantes de vila e, quem diria, seria uma criança que faria com que a angustiada mulher encontrasse um novo propósito para sua vida.

Foi durante uma conversa com o pequeno Lhapka, filho do alojamento onde Kathryn e a irmã estavam, que elas souberam dos esforços da família em tentar aumentar a qualidade de vida e educacional das crianças carentes que ali viviam. E o projeto mexeu com as emoções da irmã mais velha, que viu naquelas crianças uma motivação para seguir em frente: “O que se tornou o principal motivo para eu decidir me envolver com a educação em Lukla, foi quando eu soube que não deixaram uma criança frequentar a escola porque ela não podia pagar 15 dólares por mês”, disse.

Divulgação: site Razões para acreditar

Com as economias que lhe restavam, Kathryn comprou um terreno na cidade e com o próprio financiamento mais a doação de moradores da comunidade, ela foi peça fundamental para que uma nova escola e quatro salas de aula fossem erguidas. Seus esforços ofereceriam recursos e possibilidades para que todos pudessem ter uma educação de qualidade. “Alguns dizem que querem ser médicos, policiais, pilotos… outros dizem que querem ser pais que possam educar melhor seus próprios filhos”, explica.

E seja lá o que for que essa garotada escolha para sua vida, o certo é que Kathryn não só tomou a melhor decisão de sua vida, que foi apagar de sua mente a ideia de suicídio, como também ela será peça-chave para que cada um desses sonhos se realize.

Fotos: Reprodução