Ele fez uma lista com 25 coisas que gostaria de fazer, mas sua vida foi interrompida da pior maneira
Quando adolescente, Taylor Thyfault fez uma lista de 25 coisas que queria fazer em sua vida. Metas que queria seguir. A primeira delas era “fazer parte do exército e ser o melhor que pudesse” e ele de fato conseguiu aos 18 anos, mesmo com os protestos de sua mãe, Carole Adler. Ela se preocupava muito com o que poderia acontecer com ele, mas não deixou de incentivá-lo a seguir seu sonho
O item número 13 de sua lista era “ter um emprego” e ele logo alcançou também esse objetivo. Aos 21, começou uma nova carreira e passou a ser soldado do estado de Colorado, porém a sua ligação com sua mãe nunca mudou:
“Ele me disse que me amava e que eu era sua melhor amiga e me agradeceu por cuidar dele quando precisou e por ser sua mãe quando precisava andar na linha”, disse Carole ao jornal USA Today.
Mas um acontecimento fatal acabou por interromper os planos de Taylor. Em maio de 2015, ele estava quase terminando o treinamento com cadetes e estava investigando um acidente junto com outro oficial. Ao lembrar de sua mãe, resolveu enviar uma mensagem a ela, avisando onde estava. Porém, durante a investigação, os dois receberam um aviso de que uma intensa perseguição estava acontecendo próximo ao local em que estavam.
Sabendo que um carro passaria em alta velocidade, Taylor e seu parceiro tiveram a ideia de colocar galhos sinalizando que o veículo deveria reduzir a velocidade, pois além deles, havia um motorista de caminhão de reboque na estrada, mas ele não o fez. Taylor não poderia deixar que o homem se machucasse, então para avisá-lo do perigo iminente, ele gritou, salvando-o. Porém, essa atitude lhe custou a vida: ele foi atingido pelo carro e morreu na hora. Ele, de um modo trágico, tinha completado sua meta número 9 da lista, “salvar a vida de alguém”.
Ao receber a notícia, sua mãe se desesperou e não conseguia acreditar que algo assim tinha acontecido ao seu filho. Ela sabia que tinha sido a última pessoa a conversar com Taylor e a dor era imensa: “Todos os dias, isso me atinge como uma tonelada de tijolos, quando eu percebo que simplesmente não posso enviá-lo uma mensagem de texto”.
Mesmo sabendo que ele não poderia mais responde-la, ela continuou mandando mensagens para o número de telefone de Taylor, dizendo o quanto o amava e sentia sua falta. Certa vez, quando enviou um longo texto dizendo como estava se sentindo, surpreendentemente recebeu a seguinte resposta, de acordo com a 9News:
“Estou com o Departamento de Polícia de Greeley, e eu não acho que seus textos estão indo para onde você acha que eles estão”. Acontece que quando Taylor faleceu, seu número passou para o Sargento de Polícia de Greeley, Kell Husley. Ao perceber tudo que estava acontecendo, Kell rapidamente se propôs a trocar de número e deixar a linha, como sendo de Taylor, para que sua mãe continuasse mandando mensagens.
Mas Carole não aceitou. Na verdade, ela ficou contente com a feliz coincidência, da pessoa que tenha ficado com o número de seu filho ser justamente alguém da polícia – ali ela sabia que o destino os tinha unido. E eles não pararam mais de conversar!
“E se você o perguntasse, ele faria isso de novo, porque ele se sacrificou por outra pessoa”, disse Carole ao 9News. “Ele viveu, ele sonhou e respirou isso”. Ela se conforta ao saber que seu filho morreu sendo um herói e será lembrado assim.Foto: Reprodução/Vídeo/Internet/Human Kind
