
Desembargadora diz que professora com síndrome de down não pode ensinar nada. Confira a resposta da docente
Professora com síndrome de down responde ofensa de desembargadora
A biografia de Débora Seabra é recheada de momentos emocionantes e de superação. Do início conturbado da sua vida, onde a própria mãe assumiu que preferia que ela não tivesse nascido, até os dias de hoje, quando ela se tornou a primeira professora com síndrome de down do Brasil.
Para a maioria de nós essa história pode parecer inspiradora, mas para a desembargadora Marilia Castro Neves, isso tudo soou de uma forma diferente.
Em um grupo do Facebook chamado “Juízes – Participação Exclusiva de Magistrados”, ela compartilhou o seguinte pensamento:

A mensagem carregada de preconceitos da desembargadora começou a rodar pela internet após ela ter ficado famosa por compartilhar notícias falsas sobre a morte da vereadora do PSOL, Marielle Franco.
Ao ficar sabendo do conteúdo da publicação direcionada à ela, a professora decidiu responder à altura, e também compartilhou uma carta em suas redes sociais.
Débora fez questão de enfatizar que ela não está ali somente pela inclusão, e sim porque é parte ativa daquela rotina de trabalho.
Confira:

Seabra é autora de livro infantil chamado “Débora Conta Histórias”, e já ganhou o prêmio Darcy Ribeiro de Educação em Brasília, por ser um exemplo no desenvolvimento de ações educativas.
Uma representação contra a desembargadora foi protocolada. É a segunda desde semana passada, quando o PSOL também decidiu mover uma ação contra a magistrada no Conselho Nacional de Justiça por difamação.
