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Celular na cama: entenda como o hábito pode prejudicar seu sono

Para muitas pessoas, mexer no celular antes de dormir virou um ritual noturno. Seja para ver redes sociais, assistir a vídeos ou responder mensagens, o hábito parece inofensivo. No entanto, médicos e pesquisadores indicam que essa prática pode estar diretamente ligada a noites mal dormidas e até a problemas crônicos de sono. O que muitos não percebem é que, além de interferir na qualidade do descanso, o uso do celular na cama pode causar impactos acumulativos na saúde mental e física, comprometendo a disposição, a concentração e até o equilíbrio emocional ao longo do dia seguinte.

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Por que o celular na cama atrapalha o descanso

Exposição à luz azul

As telas de smartphones emitem luz azul, que simula a claridade do dia e interfere no ciclo natural de sono e vigília do corpo. Esse estímulo luminoso reduz a produção de melatonina, o hormônio que sinaliza ao organismo que é hora de descansar, dificultando o adormecer.

Impacto na duração e qualidade do sono

Pesquisas apontam que cada hora extra de uso de dispositivos na cama pode diminuir a duração do sono e aumentar as chances de insônia. Além disso, mesmo quando a pessoa consegue dormir, a profundidade e a qualidade do descanso tendem a ser prejudicadas.

Efeitos diretos no organismo

celular
Imagem – Bestofweb/Freepik

Alteração do relógio biológico

O uso prolongado do celular à noite engana o cérebro, fazendo-o acreditar que ainda é dia. Isso atrasa a liberação de substâncias responsáveis por induzir o sono e pode modificar o horário natural de descanso.

Estímulo mental excessivo

Conversas, vídeos e notícias mantêm a mente em estado de alerta, tornando mais difícil a transição para o relaxamento necessário antes de dormir.

Procrastinação do sono

O famoso “só mais cinco minutos” muitas vezes se transforma em horas a mais de uso do celular, reduzindo o tempo total de descanso.

Consequências para a saúde mental e física

Mais ansiedade e irritabilidade

Dormir menos e com qualidade inferior afeta o humor, aumenta a irritabilidade e potencializa sintomas de ansiedade. A privação de sono também está associada a menor capacidade de concentração.

Risco de insônia crônica

O hábito de usar o celular na cama pode, a longo prazo, favorecer quadros persistentes de insônia, exigindo tratamento médico para correção.

Como minimizar os efeitos negativos

Criar uma rotina de higiene do sono

Adotar horários fixos para dormir e acordar ajuda a regular o relógio biológico. Evitar telas pelo menos 30 minutos antes de deitar é uma das medidas mais eficazes.

Dicas práticas:

  • Use a cama apenas para dormir e descansar
  • Reduza a intensidade da luz no quarto
  • Prefira atividades relaxantes, como leitura de um livro físico
  • Evite cafeína e refeições pesadas à noite

Configurações no celular

Recursos como modo noturno, filtro de luz azul e silenciamento de notificações ajudam a reduzir estímulos antes de dormir. Ainda assim, a recomendação é limitar o uso.

Alternativas para relaxar

Meditação guiada, exercícios de respiração e alongamentos leves são opções que podem substituir o celular e facilitar o início do sono.

Quando procurar ajuda médica

Se, mesmo mudando os hábitos, a dificuldade para dormir persistir, é indicado buscar um especialista em sono. O tratamento pode incluir desde ajustes de rotina até terapias específicas.

Considerações finais

Usar o celular na cama pode parecer algo muito simples e inofensivo, mas o impacto no sono é real e comprovado por estudos. Reduzir ou eliminar esse hábito é um passo importante para garantir noites muito mais tranquilas e um descanso reparador na sua vida, essencial para a saúde física e mental.