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Comer ovos regularmente pode estar associado a menor risco de Alzheimer, aponta estudo de 2026

Comer ovos regularmente pode estar associado a um menor risco de desenvolver a doença de Alzheimer. É o que indica um estudo publicado em 2026 que acompanhou quase 40 mil adultos com 65 anos ou mais durante mais de 15 anos.

Os pesquisadores observaram que participantes que consumiam ovos pelo menos cinco vezes por semana apresentavam até 27% menos risco de receber um diagnóstico de Alzheimer em comparação com aqueles que raramente ou nunca consumiam o alimento.

Apesar do resultado, os pesquisadores fazem uma ressalva importante: o estudo encontrou uma associação, mas não comprovou que comer ovos seja capaz de prevenir a doença.

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O que o estudo descobriu

A pesquisa utilizou dados do Adventist Health Study 2, um amplo estudo que acompanha informações relacionadas à saúde de milhares de pessoas.

Mais de 15 anos de acompanhamento

Os pesquisadores analisaram participantes com 65 anos ou mais e compararam a frequência relatada de consumo de ovos com os diagnósticos posteriores de Alzheimer.

O acompanhamento médio foi de 15,3 anos. Durante esse período, foi identificada uma relação inversa entre a frequência de consumo de ovos e o risco observado de Alzheimer.

Diferentes níveis de consumo

Os resultados apareceram mesmo entre pessoas que consumiam ovos com menor frequência.

Quem comia ovos de uma a três vezes por mês apresentou uma redução associada de aproximadamente 17% no risco. Já o consumo de duas a quatro vezes por semana esteve relacionado a uma redução de cerca de 20%.

Entre aqueles que consumiam ovos pelo menos cinco vezes por semana, a redução associada chegou a 27%.

Por que os ovos poderiam ajudar o cérebro?

Uma das hipóteses está relacionada aos nutrientes presentes no alimento.

A importância da colina

Os ovos são fontes de colina, nutriente envolvido em diferentes funções do organismo e importante para o sistema nervoso.

A substância participa da produção de neurotransmissores, incluindo a acetilcolina, que está relacionada a processos como memória e aprendizagem.

Outros nutrientes presentes nos ovos

Além da colina, os ovos fornecem vitamina B12, proteínas, luteína e zeaxantina.

Esses nutrientes fazem parte de uma alimentação que pode contribuir para o funcionamento adequado do organismo. No entanto, sua presença não significa que o ovo, isoladamente, seja capaz de impedir uma doença neurodegenerativa.

Comer ovos realmente previne Alzheimer?

Não é possível afirmar isso.

Associação não significa causa

O estudo analisou hábitos alimentares e diagnósticos ao longo do tempo. Por isso, seus resultados mostram uma associação estatística, mas não comprovam uma relação de causa e efeito.

Pessoas que consomem ovos regularmente também podem apresentar outros hábitos relacionados à saúde.

Outros fatores podem influenciar

Qualidade geral da alimentação, atividade física, condições cardiovasculares, sono e outros aspectos do estilo de vida podem influenciar o risco de demência.

Além disso, a população analisada possui características específicas, o que significa que os resultados precisam ser confirmados em diferentes grupos.

Outros estudos encontraram resultados semelhantes

A pesquisa de 2026 não é a primeira a investigar a relação entre ovos e Alzheimer.

Estudo publicado em 2024

Uma pesquisa publicada em 2024 acompanhou 1.024 adultos mais velhos durante uma média de 6,7 anos.

Os pesquisadores observaram que participantes que consumiam pelo menos um ovo por semana apresentavam uma taxa de diagnóstico de Alzheimer 47% menor do que aqueles que raramente consumiam o alimento.

Alterações observadas no cérebro

O estudo também analisou cérebros de participantes que morreram durante o período de acompanhamento.

Os resultados encontraram uma associação entre o consumo de ovos e uma menor presença de determinadas alterações relacionadas à doença de Alzheimer.

Ainda assim, esse trabalho também foi observacional e, portanto, não demonstrou que o consumo de ovos tenha causado diretamente a redução do risco.

O ovo pode fazer parte de uma alimentação saudável?

Sim. Os resultados não significam que seja necessário aumentar exageradamente o consumo de ovos.

A alimentação deve ser variada

Uma dieta equilibrada reúne diferentes fontes de proteínas, vitaminas, minerais, fibras e gorduras saudáveis.

Peixes, leguminosas, castanhas, frutas, verduras e cereais integrais também podem contribuir para uma alimentação associada à saúde cardiovascular e cerebral.

O alimento não deve ser visto como solução isolada

Portanto, comer ovos pode fazer parte de uma rotina alimentar equilibrada, mas não deve ser encarado como uma forma comprovada de prevenir Alzheimer.

Como cuidar da saúde cerebral?

A alimentação é apenas um dos fatores relacionados ao envelhecimento saudável.

Atividade física

Manter-se fisicamente ativo contribui para a saúde cardiovascular e pode fazer parte de estratégias voltadas à preservação da saúde cerebral.

Sono adequado

Dormir bem também é importante para o funcionamento do cérebro e para diferentes processos relacionados à memória.

Controle da saúde cardiovascular

Pressão arterial, colesterol e diabetes são alguns dos fatores que merecem acompanhamento ao longo da vida.

O que a ciência sabe até agora?

Os resultados de 2026 reforçam uma hipótese que já vinha sendo investigada: o consumo regular de ovos pode estar associado a um menor risco de Alzheimer em adultos mais velhos.

Entretanto, ainda não está claro se o alimento possui um efeito direto na prevenção da doença ou se o consumo de ovos está relacionado a outros hábitos que favorecem a saúde.

A principal conclusão

Dizer que “comer ovos evita Alzheimer” seria exagerado.

O que as pesquisas permitem afirmar até o momento é mais específico: pessoas que consomem ovos regularmente apresentaram menor risco observado de Alzheimer em determinados estudos.

Novas pesquisas serão necessárias para determinar se existe uma relação causal e entender quais componentes da alimentação podem estar envolvidos.