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Coelhos com “tentáculos” na cabeça assustam moradores nos Estados Unidos; entenda o que está por trás das formações

Coelhos selvagens com grandes estruturas escuras crescendo na região da cabeça e do rosto voltaram a chamar a atenção nos Estados Unidos. Fotografias dos animais, que apresentam formações semelhantes a chifres, galhos ou até mesmo tentáculos, ganharam repercussão nas redes sociais e despertaram dúvidas sobre a origem da aparência incomum.

Apesar do aspecto assustador, os animais não são resultado de uma mutação misteriosa e tampouco pertencem a uma nova espécie. As estruturas estão relacionadas ao vírus do papiloma de Shope, também conhecido como papilomavírus do coelho-do-algodão.

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O que são os “tentáculos” dos coelhos?

As estruturas que aparecem nas fotografias não são tentáculos ou chifres verdadeiros. Trata-se de papilomas, crescimentos anormais da pele que podem se desenvolver após a infecção pelo vírus.

Como essas formações surgem?

O vírus altera o funcionamento das células da pele e pode provocar um crescimento exagerado de tecido e queratina. Em alguns animais, as lesões permanecem pequenas e discretas. Em outros, porém, podem crescer consideravelmente e adquirir uma aparência rígida, escura e alongada.

Dependendo da localização e do tamanho, os papilomas podem parecer espinhos, galhos, pequenos chifres ou estruturas semelhantes a tentáculos.

Por que os animais parecem tão diferentes?

As formações costumam aparecer em regiões como cabeça, boca, olhos, orelhas e pescoço. Quando crescem próximas umas das outras, podem modificar completamente o aspecto do rosto do coelho.

Foi justamente essa aparência incomum que levou usuários das redes sociais a popularizarem apelidos como “coelhos Frankenstein” e “coelhos zumbis”.

O que causa as deformações?

A causa é o papilomavírus do coelho-do-algodão, conhecido como vírus do papiloma de Shope. O agente infeccioso é estudado há décadas e não representa uma descoberta recente.

O vírus de Shope é uma doença nova?

Não. O vírus foi identificado no século XX e teve importância histórica para a ciência. Os estudos realizados com coelhos ajudaram pesquisadores a compreender melhor a relação entre determinados vírus e o desenvolvimento de tumores.

Por isso, embora as imagens possam parecer relacionadas a uma doença desconhecida, a explicação para as formações já é conhecida.

Como o vírus é transmitido?

A transmissão pode estar relacionada a artrópodes que entram em contato com os animais. Mosquitos, carrapatos e outros insetos podem participar da disseminação do vírus entre coelhos.

O papel dos insetos

Quando um inseto entra em contato com um animal infectado e posteriormente entra em contato com outro coelho, pode contribuir para transportar o agente infeccioso.

Esse mecanismo ajuda a explicar a presença do vírus entre populações de coelhos selvagens e a ocorrência de casos em determinadas regiões.

Onde os coelhos foram encontrados?

Casos que ganharam destaque recentemente foram registrados especialmente no Colorado, nos Estados Unidos. Fotografias de animais com grandes crescimentos na cabeça despertaram a atenção de moradores e circularam amplamente pela internet.

Os casos estão restritos ao Colorado?

Não. O vírus não surgiu especificamente no estado e a condição não é exclusiva daquela região. O papilomavírus do coelho-do-algodão pode ocorrer entre populações de coelhos selvagens em diferentes áreas.

A repercussão dos registros recentes, entretanto, fez com que o fenômeno voltasse a ser discutido nas redes sociais.

Os crescimentos podem prejudicar os coelhos?

A infecção não necessariamente impede o animal de continuar vivendo normalmente. Alguns coelhos conseguem se alimentar, correr e procurar abrigo mesmo apresentando papilomas.

Quando a situação se torna mais grave?

O problema depende principalmente do tamanho e da localização das formações. Lesões próximas aos olhos podem prejudicar a visão. Já crescimentos ao redor da boca podem dificultar a alimentação.

Formações muito grandes também podem atrapalhar a movimentação, aumentar o risco de ferimentos e tornar o animal mais vulnerável no ambiente selvagem.

Em alguns casos, os papilomas podem regredir conforme o sistema imunológico do animal responde à infecção. Porém, nem todos os indivíduos apresentam a mesma evolução.

Os “coelhos Frankenstein” são perigosos para humanos?

Não há indicação de que o vírus do papiloma de Shope infecte seres humanos. Portanto, apesar da aparência impressionante, as formações observadas nos coelhos não representam uma ameaça conhecida à população.

Ainda é necessário manter distância?

Sim. O fato de o vírus específico não ser considerado uma ameaça para seres humanos não significa que seja seguro capturar ou tocar um animal selvagem.

Coelhos podem carregar outros agentes infecciosos e também podem reagir de maneira imprevisível quando alguém tenta pegá-los.

O que fazer ao encontrar um coelho com essas formações?

A recomendação mais segura é não tocar, alimentar ou transportar o animal. Também não se deve tentar cortar, arrancar ou remover as estruturas.

Quando procurar ajuda?

Caso o coelho esteja ferido, preso ou em uma situação de risco, o ideal é procurar orientação de órgãos ambientais, serviços de fauna silvestre ou profissionais especializados da região.

Observar o animal de longe permite registrar a ocorrência sem aumentar o estresse ou o risco de ferimentos.

Por que as imagens viralizam tanto?

A aparência dos coelhos é incomum e facilmente chama atenção. Além disso, fotografias antigas podem voltar a circular nas redes sociais como se fossem registros recentes, criando a impressão de que existe uma nova epidemia ou uma transformação misteriosa.

Na realidade, os chamados “tentáculos” são manifestações de uma infecção viral conhecida.

Afinal, o que está acontecendo com esses coelhos?

Os animais fotografados nos Estados Unidos apresentam papilomas provocados pelo vírus do papiloma de Shope. Em determinados casos, os crescimentos de pele podem se tornar grandes, escuros e endurecidos, criando a aparência que surpreendeu moradores e internautas.

Portanto, não se trata de uma nova espécie, de uma mutação inexplicável ou de animais transformados em criaturas de aparência monstruosa. O fenômeno tem uma explicação científica conhecida.

Embora as imagens sejam impressionantes, o mais importante é lembrar que os animais continuam sendo silvestres. Por isso, diante de um coelho com essas características, a orientação é simples: manter distância, evitar qualquer contato e procurar profissionais responsáveis pela fauna caso o animal esteja em perigo.