Curiosidades

O que está acontecendo com o clima em 2026? Os sinais que estão chamando a atenção dos cientistas

O clima global em 2026 vem sendo marcado por temperaturas elevadas, oceanos mais quentes e eventos extremos em diferentes partes do planeta. Para os cientistas, o principal ponto de atenção é a combinação desses fatores com uma tendência de aquecimento observada há décadas.

Em agosto, um novo dado reforçou esse cenário. O mês foi o agosto mais quente já registrado, segundo o serviço europeu Copernicus, com temperatura média global cerca de 1,65 °C acima da estimativa para o período pré-industrial.

Esse número não significa que o planeta tenha ultrapassado definitivamente o limite de 1,5 °C estabelecido pelo Acordo de Paris. Esse objetivo se refere ao aquecimento médio de longo prazo, calculado ao longo de décadas, e não a um único mês ou ano. Ainda assim, registros temporários acima desse nível mostram o patamar excepcionalmente elevado das temperaturas globais.

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Os últimos anos foram os mais quentes

O cenário de 2026 acontece depois de uma sequência histórica de temperaturas elevadas.

A Organização Meteorológica Mundial confirmou que os anos de 2015 a 2025 foram os 11 anos mais quentes já registrados.

O relatório também apontou um recorde no desequilíbrio energético da Terra. Em outras palavras, o planeta está acumulando mais energia do que consegue liberar para o espaço.

Os oceanos absorvem grande parte desse calor, tornando suas temperaturas um dos principais indicadores acompanhados pelos especialistas.

Oceanos registram temperaturas recordes

Os mares também apresentam sinais importantes de aquecimento.

Em agosto de 2026, a temperatura média da superfície dos oceanos fora das regiões polares chegou a aproximadamente 21,07 °C, segundo o Copernicus. O valor foi recorde para o mês.

Nos dias 24 e 25 de agosto, a temperatura média diária chegou a 21,11 °C, estabelecendo um novo recorde.

O aquecimento dos oceanos é relevante porque interfere na circulação atmosférica, nos padrões de chuva e na formação de tempestades.

Segundo a OMM, os oceanos absorveram, em média, durante as últimas duas décadas uma quantidade de energia equivalente a cerca de 18 vezes o consumo anual de energia da humanidade a cada ano.

El Niño ganha força em 2026

Outro fenômeno importante neste ano é o El Niño.

O fenômeno natural ocorre quando as águas do Pacífico equatorial central e oriental ficam mais quentes que o normal. Essa alteração pode modificar padrões de temperatura e chuva em diferentes regiões.

Em setembro, a OMM informou que o El Niño está estabelecido e deve se fortalecer nos próximos meses. A organização estima uma probabilidade próxima de 100% de continuidade do fenômeno até fevereiro de 2027.

O El Niño não é causado pelas mudanças climáticas. Ele faz parte da variabilidade natural do clima.

A diferença é que esses fenômenos acontecem atualmente sobre um planeta mais quente. Por isso, seus efeitos precisam ser analisados dentro de um contexto climático diferente daquele observado décadas atrás.

Eventos extremos continuam no radar

Calor intenso, secas, incêndios, chuvas fortes e enchentes estão entre os eventos acompanhados pelos centros meteorológicos em 2026.

Isso não significa que todos sejam provocados diretamente pelo aquecimento global. Cada evento precisa ser analisado individualmente.

O que preocupa os especialistas é a possibilidade de que o aumento das temperaturas altere as condições que favorecem determinados extremos.

Uma atmosfera mais quente, por exemplo, consegue armazenar mais vapor de água. Dependendo das condições, isso pode contribuir para episódios de chuva mais intensa.

Em outras situações, mudanças na circulação atmosférica podem favorecer ondas de calor ou períodos prolongados de seca.

E o Brasil?

As projeções indicam que o planeta continuará registrando temperaturas elevadas, mantendo o clima global em um cenário de atenção nos próximos anos.

A OMM estima que a temperatura média global entre 2026 e 2030 fique entre 1,3 °C e 1,9 °C acima da média de 1850 a 1900.

A organização também calcula 86% de probabilidade de que pelo menos um ano desse período seja mais quente que 2024, atualmente o ano mais quente da série consolidada.

Isso não significa que todos os próximos anos estabelecerão recordes. Fenômenos naturais podem provocar oscilações importantes de um ano para outro e influenciar temporariamente o clima em diferentes regiões.

A tendência de longo prazo, porém, permanece marcada pelo aquecimento.

O que esperar dos próximos anos?

As projeções indicam que o planeta continuará registrando temperaturas elevadas, mantendo o clima global em um cenário de atenção nos próximos anos.

A OMM estima que a temperatura média global entre 2026 e 2030 fique entre 1,3 °C e 1,9 °C acima da média de 1850 a 1900.

A organização também calcula 86% de probabilidade de que pelo menos um ano desse período seja mais quente que 2024, atualmente o ano mais quente da série consolidada.

Isso não significa que todos os próximos anos estabelecerão recordes. Fenômenos naturais podem provocar oscilações importantes de um ano para outro e influenciar temporariamente o clima em diferentes regiões.

A tendência de longo prazo, porém, permanece marcada pelo aquecimento.

Por que 2026 é importante?

O que torna 2026 relevante não é apenas um recorde isolado.

Temperaturas globais elevadas, oceanos muito quentes, eventos extremos e o fortalecimento do El Niño estão acontecendo dentro de uma tendência de aquecimento que já dura décadas. Esse cenário reforça a importância de acompanhar de perto as mudanças no clima.

Os cientistas acompanham diferentes indicadores justamente para entender se essas alterações são temporárias ou fazem parte de mudanças mais duradouras.

Até o momento, os dados mostram que o planeta continua em um patamar de temperaturas excepcionalmente alto.

Por isso, os próximos meses serão importantes para acompanhar a evolução do El Niño, o comportamento dos oceanos e a ocorrência de novos eventos extremos.

Mais do que um único recorde, é a persistência desses sinais que mantém o clima de 2026 no centro das atenções científicas.