Cãozinho é salvo pouco antes de ser levado para eutanásia
Certo dia, Schenley Hutson Kirk viu uma foto de um cãozinho chamado Gregory na lista de eutanásia do Centro de Proteção e Adoção do Condado de Franklin, em Ohio, nos Estados Unidos. Naquele momento, ela sabia que deveria fazer alguma coisa pelo pequeno beagle.
Anteriormente, ele havia sido encontrado perdido em Obetz, Ohio, provavelmente abandonado por seus donos, e parecia estar em perfeita saúde, exceto por um pequeno problema. No abrigo, durante sua avaliação de saúde e comportamento, seu teste de dirofilariose deu positivo.
Enquanto o cachorro de 2 anos de idade estava cheio de energia e era extremamente amigável, devido ao seu problema médico (cujo tratamento custaria US$ 400, de acordo com o abrigo), ele foi retirado do abrigo em 3 de maio. Logo, o local escreveu em uma mensagem para os socorristas afirmando que, infelizmente, seu destino não seria o melhor.

No entanto, mal sabia Gregory que Schenley e seu marido Joe são os fundadores do Hound Rescue and Sanctuary, um outro abrigo para animais, e sabiam que o pequeno cão ainda tinha muito a oferecer. Eles largaram tudo para salvar sua vida, não esperando nada em troca. Bom, mas eles foram surpreendidos.
“Meu marido tirou o dia de folga do trabalho para ir para o abrigo, enquanto eu fiquei em casa para cuidar dos outros cães de resgate”, Schenley disse ao site The Dodo. “No caminho de volta para casa, ele decidiu tirar algumas selfies de nosso novo resgate”.

O agradecimento mais fofo
Embora Gregory tivesse conhecido Joe pela primeira vez, ele queria estar o mais próximo possível de seu novo amigo durante seu “passeio de liberdade” de duas horas de duração. Presa no banco traseiro por segurança, a coleira de Gregory era comprida o suficiente para que ele pudesse alcançar o ombro de Joe. Quando Schenley recebeu o texto de Joe com as fotos, ela não podia acreditar no que via.

“[Joe] me enviou três fotos e, no último, o pequeno Gregory inclinou a cabeça, como se dissesse: ‘Você salvou minha vida. Eu sabia que ia morrer naquele abrigo, mas você me salvou hoje’”, disse. “E apenas o olhar em seus olhos – a gratidão, a apreciação e o amor deste cachorrinho – é como se ele soubesse que sua vida foi salva.”
Agora, felizmente se recuperando na casa dos Kirks, Gregory continua a mostrar sua apreciação todos os dias. “Ele é carinhoso e adora dar beijos. Muito bem comportado em casa”, disse. Enquanto o cãozinho termina seu tratamento com antibióticos durante um mês e começa seu remédio para vermes cardíacos, ele está aprendendo comandos básicos como sentar e ficar. “Ele é muito descontraído, muito feliz, e sua coisa favorita a fazer é obter muito amor dos humanos ao seu redor”, acrescentou Schenley.

O problema vivido pelos “cães de caça”
Embora seja impossível saber como era a vida de Gregory antes de seu resgate, para muitos cães e beagles na zona rural e no sul de Ohio, a vida não é fácil. “Infelizmente, os cães pegam o estereótipo de que eles são apenas um cão de caça e é isso”, explicou a socorrista. “Que eles são fedorentos, que são nervosos, e esse não é o caso.”
Schenley e Joe estão fazendo tudo o que podem para garantir que os cães que não querem caçar possam ter um futuro maravilhoso como animais de estimação da família. “Desde que eu era jovem, conheci algumas pessoas que caçavam e, ao longo dos anos, vi o tipo de vida que os cães vivem”, disse ela. “Muitos deles vivem do lado de fora, amarrados a uma árvore com uma casinha de cachorro. A única coisa que eles têm em sua vida é aquela pequena área, e o tempo durante a temporada de caça é a única atividade e tipo de afeto que recebem.”

Mas agora Gregory finalmente terá a oportunidade de ter uma vida linda ao lado dos melhores humanos que o salvaram de um fatídico destino.
Fonte: The Dodo












