É conhecido da população que a vacinação é capaz de prevenir inúmeras doenças em todas as etapas da vida e graças a ela e à medidas de prevenção, muitas enfermidades estão praticamente erradicadas no nosso país, como a poliomielite, por exemplo e tantas outras ao redor do mundo.
Mas desde 2013 o número de crianças vacinadas está caindo e vem assustando – o motivo são pais que por razões de crença ou religião são contra a prática, assim como outros que acreditam que como certas doenças praticamente não são mais vistas, seus filhos estão seguros e não precisam ser vacinados. Mas também vale salientar que o governo tem uma participação ativa nesse número, com o desabastecimento dos bancos de vacina.
De acordo com um levantamento da BBC, o governo vem sofrendo para bater a meta de vacinação da população. “Ainda é muito precoce para dizer se há oscilação real, mas estamos preocupados, sim. O sinal amarelo acendeu”, cita Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunização.
Deixar pessoas sem vacinação é muito perigoso, pois se apenas uma contrai uma doença que poderia ter sido evitada com a prática, ela é capaz de transmiti-la a outro grupo de pessoas não vacinadas e assim causar algo muito mais sério, como um surto em grandes proporções.
“Quando há queda nas taxas de imunização você vai criando um grupo de pessoas suscetíveis. Esse grupo vai crescendo ao longo do tempo, até chegar ao ponto em que a importação de um único caso gera uma epidemia”, explica Expedito Luna, médico e professor de epidemiologia do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (USP).
Portanto, o Brasil sofre com pessoas que não são vacinadas tanto pela falta de fato de vacinas para as pessoas e pela população que também acaba deixando a prática de lado, se colocando em perigo assim como os outros ao seu redor.
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