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Aos 7 meses, gêmeas siamesas enfrentam 12 horas de perigosa cirurgia de separação

Direto do Burundi, país africano que é um dos mais pobres do mundo, para a Itália, duas gêmeas siamesas foram submetidas a uma rara e perigosa cirurgia de separação. O procedimento foi realizado no hospital pediátrico Bambino Gesù (Menino Jesus) na capital, Roma.

A operação foi um sucesso e ‘desuniu’ as pequenas Francine e Adrienne, de apenas 7 meses. As duas eram unidas pela região sacral e compartilhavam a medula espinhal e o reto (porção final do intestino grosso). A cirurgia contou com o auxílio de quatro médicos e 25 pessoas e levou mais de 12 horas para ser concretizada.

O centro médico que atendeu as meninas é responsável por apenas três cirurgias bem sucedidas de separação, que são raras. A primeira delas ocorreu em 1980, enquanto a segunda aconteceu em outubro deste ano. As gêmeas siamesas do Burundi foram operadas em novembro. Foram necessários três meses de planejamento para, enfim, a cirurgia da pequena dupla poder ser feita.

Foto: Reprodução

“O desafio dessa intervenção foi separar a medula espinhal sem sacrificar as várias raízes nervosas, reconstruir rapidamente o saco dural para evitar a perda de líquido espinhal e recriar a área reto-anal, mantendo o funcionamento do esfíncter”, explicou o cirurgião que coordenou o procedimento, Pietro Bagolan.

Felizmente, as meninas estão bem e se recuperam da operação.

Fonte: R7