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8 sinais na boca que podem indicar diabetes e quando procurar ajuda

A diabetes é uma doença crônica que pode afetar diferentes partes do corpo, incluindo a boca. Alterações bucais como boca seca, aftas, infecções frequentes e mau hálito podem servir de alerta para um possível descontrole glicêmico ou até para casos ainda não diagnosticados. Identificar esses sinais precocemente é fundamental para evitar complicações e buscar acompanhamento médico adequado. Neste artigo, apresentamos os oito principais sintomas de diabetes que podem surgir na boca e explicamos por que eles acontecem.

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Como o diabetes afeta a boca

A relação entre glicose e saúde bucal

Quando o nível de glicose no sangue está constantemente elevado, há uma alteração na composição da saliva e na capacidade de defesa da boca contra bactérias e fungos. Isso torna a região mais suscetível a infecções, inflamações e problemas de cicatrização.

Impacto na imunidade local

O diabetes pode comprometer o sistema imunológico, dificultando a resposta do organismo a agentes infecciosos. Como consequência, problemas bucais comuns, como gengivite e periodontite, podem se agravar mais rapidamente em pessoas com a doença.

8 sintomas de diabetes na boca

1. Boca seca constante

A diminuição na produção de saliva é um dos sinais mais frequentes. A boca seca (xerostomia) aumenta o risco de mau hálito, cáries e dificuldade para engolir ou mastigar.

2. Gengivas sensíveis e inflamadas

Sangramento e sensibilidade na gengiva são comuns em diabéticos descompensados. A gengivite e a periodontite tendem a evoluir mais rápido nesse público.

3. Mau hálito característico

Um dos sinais clássicos é o mau hálito adocicado, conhecido como hálito cetônico, que pode indicar níveis muito elevados de glicose e presença de corpos cetônicos no organismo.

4. Aftas e úlceras recorrentes

Feridas doloridas e pequenas úlceras na mucosa bucal podem aparecer com mais frequência, já que a imunidade reduzida favorece a ação de microrganismos.

5. Cicatrização lenta de feridas

Cortes e pequenas lesões na boca tendem a demorar mais para cicatrizar em pessoas com diabetes mal controlada, devido à redução no fluxo sanguíneo e na reparação tecidual.

6. Infecções fúngicas, como candidíase

A alta concentração de glicose cria um ambiente favorável ao crescimento do fungo Candida, responsável pela candidíase oral. Ela se manifesta com manchas brancas na língua e nas bochechas, acompanhadas de ardência.

7. Alterações no paladar

Alguns pacientes relatam um gosto amargo ou metálico na boca, resultado do desequilíbrio glicêmico e de alterações nas papilas gustativas.

8. Perda dentária precoce

Casos de periodontite grave, associados ao descontrole glicêmico, podem levar à mobilidade e perda dos dentes, um problema que requer atenção especializada.

Por que esses sintomas ocorrem

Glicose elevada e saliva alterada

Com a glicose em excesso, a saliva se torna mais viscosa e menos eficiente na proteção natural da boca, facilitando a proliferação bacteriana e a formação de placas.

Dificuldade do organismo em combater infecções

A hiperglicemia prejudica a ação dos glóbulos brancos, células responsáveis por combater agentes patogênicos. Isso explica a maior incidência de infecções orais em diabéticos.

Inflamações e má circulação

A diabetes descontrolada compromete a circulação sanguínea, dificultando a chegada de nutrientes e oxigênio aos tecidos bucais, o que retarda o processo de cicatrização.

A importância da avaliação odontológica

Dentistas como aliados no diagnóstico

Muitas vezes, sinais na boca podem ser os primeiros indícios de que algo não está bem com a saúde. Dentistas atentos conseguem encaminhar pacientes para exames que confirmem ou descartem o diagnóstico de diabetes.

Exames complementares

A confirmação do diabetes exige exames laboratoriais, como glicemia em jejum e hemoglobina glicada. Quando associados aos sintomas bucais, esses exames fornecem um diagnóstico mais preciso.

Como prevenir problemas bucais em diabéticos

boca
Imagem – Bestofweb/Freepik

Higiene oral completa

A escovação após todas as refeições e o uso diário do fio dental ajudam a reduzir o acúmulo de placa bacteriana e previnem doenças gengivais.

Controle do açúcar no sangue

Manter a glicemia estável é essencial para evitar infecções e acelerar a cicatrização da boca.

Visitas regulares ao dentista

Consultas a cada seis meses permitem identificar problemas em estágio inicial, além de receber orientações sobre cuidados específicos.

Hidratação e alimentação equilibrada

Beber bastante água e seguir uma dieta balanceada contribuem para uma saliva saudável e um menor risco de boca seca.

Complicações bucais causadas pela diabetes

Periodontite

Uma das doenças mais associadas à diabetes, a periodontite é uma inflamação avançada da gengiva que pode atingir os ossos da boca e provocar a perda de dentes.

Infecções recorrentes

Pessoas com glicemia descontrolada apresentam maior propensão a infecções, tanto bacterianas quanto fúngicas, exigindo tratamento mais frequente.

Síndrome da boca ardente

Essa condição, caracterizada por uma sensação de queimação na boca e língua, é mais comum em diabéticos devido a alterações nos nervos periféricos.

Quando procurar um médico

Se sintomas como boca seca, gengivas sangrando, aftas frequentes ou mau hálito persistirem, é importante marcar uma consulta médica e realizar exames de glicose. Quanto antes a diabetes for diagnosticada, maiores são as chances de evitar complicações graves.

Considerações finais

Os sinais que aparecem na boca podem ser um alerta importante para o diagnóstico precoce da diabetes. Observar sintomas como boca seca, mau hálito, aftas e gengivas inflamadas é fundamental para buscar atendimento médico a tempo. Manter uma rotina de higiene oral, controlar a glicemia e visitar regularmente o dentista são cuidados essenciais para preservar a saúde bucal e prevenir complicações.