Você conhece a ‘sepse’? Uma das maiores causas de morte no mundo e quase ninguém ouvir falar dela


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Você já ouviu falar em uma doença chamada sepse? Talvez o nome não seja muito familiar, afinal, 93% da população não a conhece. No entanto, seus dados são alarmantes. Cerca de 233 mil pessoas por ano morrem em UTIs brasileiras por consequência da sepse. É uma das maiores causas de morte.

Antes de nos aprofundarmos a respeito do que a doença realmente é, primeiro conheça Patrick Kane. Britânico, o jovem de 19 anos já precisou lutar (e muito) por sua vida em decorrência da sepse: “Eu praticamente morri sete vezes. Durante muito tempo, era uma incógnita se eu conseguiria sobreviver”.

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O caso de Kane teve início quando ele tinha apenas nove meses de idade. Certo dia, quando acordou passando mal, mole e apático, o então bebê foi levado ao hospital – mesmo que antes o médico da família tivesse receitado o analgésico paracetamol, acreditando não se tratar de nada grave.

  1. Patrick no colo da avó – Foto: Patrick Kane

A situação de Patrick começou a se tornar dramática ainda no trajeto até o centro médico. Seu quadro piorava drasticamente: “Foi tudo muito rápido! Logo na chegada [ao hospital] eu tive falência múltipla de órgãos”, lembra Kane, que precisou ser internado e passou três meses no hospital, onde teve parte do braço esquerda, os dedos da mão direita e a perna direita, abaixo do joelho, amputados por causa de sua condição de saúde.

Hoje, o britânico de 19 anos é estudante de bioquímica na Escócia e estar vivo é um verdadeiro milagre após enfrentar a doença desconhecida pelos brasileiros, também chamada de infecção generalizada ou septicemia: “Ou você conhece alguém que teve sepse, ou você nunca ouviu falar disso”.

  1. Foto: Patrick Kane

A Sepse

Pelo relato acima, você já conseguiu perceber o quanto a sepse é grave, não é mesmo? Mas afinal de contas, o que ela é?

De acordo com informações da BBC, a sepse é uma resposta sistêmica do organismo a uma infecção, que pode ser causada tanto por bactérias e vírus quanto por fungos ou protozoários.

Em situações normais, o sistema imunológico apresentaria uma reação para combater a infecção e impedir que ela fosse capaz de se espalhar. Porém, quando a infecção ainda assim consegue avançar pelo corpo, o sistema de defesa do organismo lança uma resposta inflamatória para tentar combatê-la. E é esse o problema.

Essa reação de defesa, “medida de desespero”, pode apresentar problemas que causam graves danos ao organismo e que se não forem diagnosticados a tempo, pode comprometer órgãos do paciente e, inclusive, levá-lo a morte.

E vale a ressalva também de que qualquer infecção no corpo, como por exemplo a urinária ou uma pneumonia, pode evoluir para um quadro de sepse.

  1. Foto: Cultura Mix

Sintomas

Os sintomas não são específicos e muitas pessoas não conseguem perceber que estão com a doença. Inclusive, é normal que pensem que os sintomas fazem parte da infecção e não de algo mais grave, como a sepse.

Entre os sintomas de maior alerta estão:

– Fala arrastada;- Tremores extremos ou dores musculares;- Baixa produção de urina;- Falta de ar severa;- Sensação de que pode morrer;- Pele pálida ou manchada;

Nas crianças:

– Aparência manchada, azulada ou pálida;- Pele fria fora do normal;- Respiração muito rápida;- Erupção cutânea que não desaparece quando pressionada;- Convulsão

Tratamento

Ainda segundo as informações publicadas no site da BBC, o tratamento contra a sepse deve ser realizado em unidades de terapia intensiva, onde é feito à base de antibióticos. E em casos mais sérios, podem ser necessárias medidas de suporte, como a hemodiálise, em razão de problemas causados por insuficiência renal.

“Esse tratamento de suporte substitui as funções do organismo que estão prejudicadas, enquanto o antibiótico faz efeito. E é fundamental que o paciente esteja sempre monitorado, em decorrência das complicações que pode vir a ter”, diz o intensivista Luciano Azevedo, presidente do ILAS (Instituto Latino Americano da Sepse) à BBC.

A taxa de mortalidade em decorrência da condição é muito alta no Brasil. Estima-se que 55,7% dos casos resultem em morte. O principal inimigo do portador é a falta de informação e conhecimento sobre a sepse, o que resulta em uma procura muito tardia pro auxílio médico. E mesmo no hospital, muitos profissionais ainda não estão suficientemente preparados para fazer o diagnóstico precoce da doença.

Fique muito atento!

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