Seu cachorro pode estar contaminado com Leishmaniose. Saiba como identificar os sintomas


PUBLICIDADE

A Leishmaniose é uma das doenças que mais afeta os cães no Brasil, podendo causar graves problemas dermatológicos, crescimento anormal das unhas, emagrecimento progressivo, anorexia, e até mesmo a morte.

Transmitido pela picada de mosquitos, a doença é classificada pelo Ministério da Saúde estando entre as seis endemias prioritárias no mundo.

PUBLICIDADE

A Leishmaniose atinge principalmente cães, gatos e até mesmo humanos, sendo que 90% dos casos da Leishmaniose Visceral Canina na América Latina acontecem no Brasil.

Mordidas, lambidas, arranhões e contato físico não são capazes de passar leishmaniose de cães infectados para humanos. O grande problema dessa doença é a negligência com que ela é tratada.

Recentemente, em Votuporanga, uma cidade do interior de São Paulo, um homem de 40 anos acabou falecendo após ser contaminado com o vírus da Leishmaniose. Ele teve sua doença agravada devido a outros problemas de saúde.

Depois desse caso, a Vigilância em Saúde alertou a população da cidade, que já registrou 20 casos positivos de Leishmaniose em cães só no ano de 2017. Em 2016, 2.516 cães foram notificados, sendo 255 diagnosticados com leishmaniose e, em 2015, 40 mil cães foram sacrificados devido à doença.

Como posso me prevenir?

A transmissão da doença em humanos acontece quando a fêmea do mosquito pica o cão infectado e, posteriormente, o ser humano. Por isso, para combater a proliferação dos mosquitos é necessário:

1. Manter casa e o quintal sempre limpos

2. Não criar animais como galinhas e porcos em áreas urbanas,

3. Recolher constantemente folhas de árvores, fezes de animais e restos de madeira

4. Recolher o lixo dos terrenos baldios perto da casa e embalá-los da maneira correta

5. Instalar tela com malha 70 nas portas e janelas de casa

6. Evitar que o cão durma dentro da residência

7. Não permitir que seu cãozinho fique solto nas ruas

Quais são os sintomas?

Em humanos, os principais sintomas da doença são: febre irregular de longa duração (por mais de 15 dias), falta de apetite, emagrecimento, fraqueza e inchaço abdominal.

Nos cães, os sintomas podem demorar para aparecer e mesmo que ele aparente estar sadio, pode estar doente. Mesmo assim, é importante ficar atento na aparição de possíveis sintomas da doença, como: apatia, lesões de pele, queda de pelos (inicialmente ao redor dos olhos e nas orelhas), emagrecimento, lacrimejamento, conjuntivite purulenta, crescimento anormal das unhas, anemia e aumento dos gânglios.

Tem tratamento? Qual?

Apesar da gravidade, a leishmaniose tem tratamento para humanos. No entanto, não há eficácia cientificamente comprovada no Brasil para o tratamento de cães.

Mesmo que os sintomas desapareçam, os animais continuam transmitindo a doença, representando um risco à saúde de humanos e de cães sadios que vivem nas proximidades.

Devido a essas condições, o tratamento de cães foi proibido e a realização da eutanásia é a única alternativa disponível para que esses cães deixem de representar um risco à saúde pública.

Por isso, é importante ficar alerta sobre essa doença tão perigosa e prevenir que ela se manifeste em você e nos seus animaizinhos de estimação.

Imagens: reprodução

POSTS PATROCINADOS