Repórter grávida testa gentileza dos cariocas no transporte público e em filas pela cidade


Repórter grávida faz teste no Rio de Janeiro
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Quem está acostumado ou conhece o sistema de transporte público no Brasil sabe que nem sempre é fácil. Geralmente é preciso perder horas esperando e passar por grandes lotações, principalmente em horários de pico. São em momentos como esse, que atitudes de gentileza se destacam.

Repórter decide fazer teste:

Pessoas de idade, com deficiência e grávidas, em grandes multidões como essa, acabam passando por situações delicadas. A repórter Ludmilla de Lima, do O Globo, grávida de sete meses, resolveu fazer um teste no Rio de Janeiro para observar qual era a reação das pessoas. Foram três dias em que ela usou ônibus e metrô em horários de pico e enfrentou filas em restaurantes e supermercados para ver como os cariocas tratam as grávidas.

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Sobre os transportes públicos, ela conta que ficou pouco tempo em pé e que as pessoas foram gentis. Mas, percebeu que isso não se aplica sempre com os idosos, por exemplo.

Repórter faz teste no Rio

“O máximo que fiquei em pé foram três minutos numa barca de Niterói para a Praça Quinze. Uma passageira, ao me ver encostada na parede, ameaçou ir reclamar com um tripulante. “Fico indignada”, dizia para mim, olhando para os bancos laranjinhas ocupados por todo tipo de gente. Mas, rapidinho, uma mulher num assento preferencial — e que não se enquadrava nos quesitos de prioridade — me chamou.”, disse Ludmilla.

Mas, ela aponta os problemas que encontrou em suas viagens no metrô, que a deixaram apreensiva:

“Metrô no horário de rush traz perigos para grávidas e idosos. Depois de percorrer cerca de dez vagões em diferentes trajetos, cheguei à conclusão que o difícil é entrar e sair da composição lotada. Ao tentar embarcar por volta das 18h na Carioca, rumo à Pavuna, só consegui entrar no quarto metrô, com muito aperto. Fiquei apreensiva, pois é cada um por si. Em outra viagem, desci na Cidade Nova sem alcançar os assentos: fiquei espremida na porta, amparada por outras pessoas.”

Repórter faz teste no Rio

Uma situação que a repórter enfrentou em uma fila de uma badalada pizzaria do Jardim Botânico, a Ella, a deixou incomodada:

“Lá, a hostess avisou que havia quatro mesas na minha frente. Quando apontei para a barriga, ela avisou que eu só poderia passar a vez do último grupo, de sete pessoas, e me ofereceu uma cadeira na calçada. Minutos depois, acenou com um lugar no bar, mas argumentou que a prioridade criaria uma situação “chata” com os outros clientes em espera — às vezes, de até uma hora e meia. Desisti da pizza.”

Ela conta que entrou em contato com o estabelecimento no dia seguinte e recebeu como resposta da casa de que essa não era a política deles; pois costumam ter uma fila de prioridade para grávidas e idosos, os primeiros a serem atendidos em noites movimentadas, como o próprio Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes do Rio diz que deve ser. Além disso, percebeu que há uma deficiência nos supermercados para atender nos caixas preferenciais.

Repórter faz teste no Rio

Conclusão da experiência:

Apesar de tudo o que passou durante esses três dias, Ludmilla ressalta que em sua maioria, as pessoas foram gentis com ela e atenciosas, se preocupando com o seu estado e o de seu bebê. São pequenas atitudes durante o dia que tornam o mundo melhor. Ceder o lugar para um idoso ou uma gestante é algo simples, mas de grande significado!

Foto: ReproduçãoMárcio Alves / O Globo

Fonte: O Globo 

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