Presídios vão receber cães e gatos abandonados e detentos serão responsáveis pelos animais


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Recente decisão da juíza Sueli Zeraik, que atua na 1ª Vara de Execuções Criminais (VEC) de Taubaté, em São Paulo, provou que tudo, uma hora ou outra, sempre se encaixa. Isso porque Zeraik tomou a decisão de juntar quem dá amor, que são os animais, com quem precisa receber, que são os detentos.

O projeto, na verdade, tenta resolver a superlotação do Centro de Zoonoses (CCZ) de Taubaté. Desta forma, dois presídios de Tremembé vão começar a receber cães e gatos enquanto as construções de um novo abrigo, com capacidade para 200 animais, não ficam prontas.

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De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), os canis serão construídos por 10 detentos no Pemano, que abriga presos do regime semiaberto, e no P1, conhecido por abrigar presos com caso de grande repercussão. As obras começaram na última quinta-feira (17) e devem durar cerca de quatro meses. No entanto, ainda não há previsão de quando os animais poderão ser levados para o local.

Enquanto isso, outros detentos ficarão responsáveis pelo banho, tosa e adestramento dos animais e podem até mesmo ter redução de pena. “Isso vai ajudar os presos a terem trabalho e diminuir o número de animais abandonados em Taubaté”, explicou o diretor geral da P1, André Luiz Bolognin, ao Portal de Notícias G1.

Foto: Charles de Moura/PMSJC

De acordo com Zeraik, o contato do preso com os animais é responsável por criar afeto, carinho e a reaproximação com as pessoas. “Lendo um artigo sobre a naturalidade do amor animal, achei que seria interessante unir os dois: quem dá amor, que é o animal, e quem precisa receber, que é o detento. A expectativa é de que o projeto dê certo”, explicou ao G1.

Atualmente, o CCZ de Taubaté abriga cerca de 500 animais. Dentre este número elevado, apenas 30 conseguem ser adotados por mês. Com o novo projeto, a organização espera que esse número aumente, afinal, os cães e gatos que irão aos presídios vão ficar disponíveis para adoção pelos familiares dos presos e pela população. Todos terão acesso ao canil, sem precisar entrar dentro dos presídios.

“O projeto é importante porque quando o detento sair do regime fechado pode existir a possibilidade dele trabalhar com animais. Além disso, vai desafogar o CCZ e permitir que possamos nos dedicar melhor a investigação dos casos de zoonoses”, explicou o coordenador do CCZ, José Antônio Cardoso.

Realmente é um ideia incrível. Com animais, aprendemos a ter empatia, e isso é o que todas essas pessoas mais precisam ter no momento.

Fonte: G1

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