”Múmia que grita” apavora a todos e séculos depois descobrem o mistério por trás dela


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Múmia foi responsável por um complô para tomar o reinado de seu pai

Elas foram encontradas há muitos séculos atrás e viveram há muitos outros mais. Múmias têm sido o objeto de fascínio e estudos de muitos arqueólogos, e suas histórias parecem ter sido tiradas de roteiros de filmes de Hollywood.

Já escrevemos aqui sobre as múmias Nakht-Ankh e Khnum-Nakht, descobertas em 1907. Depois de séculos de pesquisas com exames de DNA, cientistas descobriram que, além de irmãos, os dois eram filho de pais diferentes.

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A história da “Múmia que Grita” é tão peculiar quanto a dos irmãos. Ela foi encontrada em 1881 e identificada como ‘homem desconhecido E’.

Séculos depois, um grupo de arqueólogos egípcios liderados por Zahi Hawass, descobriu que ele na verdade era um homem chamado Pentaur.

“Extraímos o DNA da múmia de Ramsés 3º, descoberta em 1886, e comparamos com o do ‘homem desconhecido E’, e os resultados revelaram que o primeiro era pai do segundo”, disse Hawass em um documento enviado à BBC.

“Isso faz parte de uma investigação que estamos fazendo há muitos anos, chamada Projeto de Múmias Egípcias, e que revelou não só a identidade, mas também as razões de seu estado.”

A múmia foi colocada em exibição neste ano no Museu Egípcio do Cairo

Pentaur foi um filho que conspirou contra o pai, o faraó Ramsés 3º, para ficar com o trono. O seu plano de tomada do trono foi descoberto e ele condenado à forca. Isso explica a sua feição quando mumificado.

Outro detalhe que afirma essa teoria é o das roupas que Pentaur foi embalsamado. “Os membros da realeza eram sepultados depois de um requintado processo de mumificação, e ficavam enrolados em uma delicada manta de linho. Mas a ‘múmia que grita’ foi enterrada sem esse processo e envolta em pele de ovelha”, explica Hawass.

Fonte: BBC

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