Mulher que consegue sentir a dor do outro e ‘ouvir as cores’ explica condição rara


Mulher tem sensações ampliadas por condição rara
Mulher tem sensações ampliadas por condição rara
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Já imaginou sentir quando outra pessoa está com dor? Parece um pouco impossível, não é mesmo? A enfermeira Megan Pohlmann, de Missouri, Estados Unidos, contou ao Love What Matters sobre sua condição rara chamada sinestesia espelho-toque. Quando vê alguém sentindo dor, mesmo sem que saiba nada sobre ela, também sente.

De acordo com a Scientific American “os sinesteses ouvem cores, sentem sons e provam formas”. Megan começou a ter essas sensações aos 4 anos de idade, quando já era avançada na escola. As cores representavam um problema para ela e alguns fatos em sua infância ficaram marcados como situações difíceis em que não conseguia entender todas as sensações, muito menos sua mãe!

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Significado das cores:

Ela olhava para certas coisas coloridas e era como se ouvisse um som emanando delas. Ou seja, associava uma cor a um som específico. Depois de certos episódios, sua família e professores deixaram o assunto de lado. Aos 15 anos, seu avô começou a desenvolver uma pesquisa sobre o assunto, pois também sentia o mesmo, e a mãe de Megan sentiu que poderiam estudar essa “diferença” na filha:

Mulher tem sensações ampliadas por condição rara

“O que é um 3?’, Ela perguntou. Minha mãe esperava que eu respondesse o mesmo que os meus irmãos. Ela pensou que eu diria “um número, ora” e todos nós riríamos sobre o lado louco do vovô e sobre nossas vidas. ‘Azul’ eu respondi. Eu pensei no número e a cor apareceu na minha mente. O numeral balançou com um propósito pacífico em seu final curvado como uma velha em uma cadeira de balanço. Ela está usando um vestido azul profundo. A cor do ‘três’ me acertou como um material macio que cobre as pernas do número. Definitivamente azul.”, conta.

Ao prestar mais atenção, ela percebeu que as letras na verdade se mostravam como cores para ela. Queria entender o motivo de ser diferente dos outros e de só ela ver o mundo dessa forma. “Eu aprendi, graças aos pesquisadores pioneiros da sinestesia, o quão diferente do meu cérebro era de outras pessoas. Eu também percebi o quanto eu tive a sorte de descobrir isso em um momento em que eu poderia pesquisar e encontrar respostas.”, explica. Nesse dia, descobriu que a sinestesia ocorre dentro de uma família.

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Resultados:

Uma das repostas que encontrou foi que a área de processamento do seu cérebro está ligada à área de processamento de cores. A música, para ela, tem um significado totalmente diferente. Consegue senti-la, cada corda de uma guitarra. Aos poucos, descobriu que sofre de vários tipos de sinestesia e que seu cérebro tem conexões diferentes das outras pessoas:

“Posso compartilhar com você, então, como a música se parece com tear de calçada raspando metal. Acredite ou não, isso é uma coisa boa! Ou, se estamos em um filme, eu posso cobrir meus olhos como uma criança porque a cena é muito intensa, e eu preciso me separar dos personagens.”, relata. Foi quando teve seus filhos que voltou ainda mais para sua condição. Em especial, porque o pequeno Caleb, aos 2 anos, já dava sinais de que também compartilhava da mesma coisa.

Mulher tem sensações ampliadas por condição rara

Quando se tornou mãe, suas sinestesias se tornaram ainda mais forte. Ela passou a sentir quando uma pessoa tinha dor. Para quem tem essa condição rara, as sinestesias de outra pessoa são sentidas por ela também. Após estudos e um livro escrito por um médico que sofre da mesma coisa, ela começou a aprender a lidar com todas as sensações intensificadas. E mostrou que é possível ser feliz e ver o mundo de uma forma completamente diferente.

Foto: Reprodução/ Megan Pohlmann

Fonte: Love What Matters

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