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Muitas vezes, nossa intuição, especialmente a de uma mãe, é mais forte e certeira do que a ciência. Os médicos estudam anos para seguirem sua profissão, porém não há o que fazer: querendo ou não, existem casos que não têm explicação.

Na história de vida dessa família, uma mãe, Tiffany Erulkeroglu, fez toda a diferença. Tudo começou quando ela notou que seu filho, Emre, fazia desenhos estranhos, em que desenhava a si mesmo com manchas pretas em sua testa.

Quando perguntou a ele do que se tratava, o menino disse que os pontos eram a sua dor de cabeça.

Os médicos fizeram diversos tipos de exames e diziam que não havia nada de errado com Emre, mas Tiffany não ignorou sua intuição e foi atrás de especialistas.

O desespero chegou quando até mesmo eles diziam que poderia ser uma dor psicológica, já que como ela perguntava ao filho todos os dias se estava doendo, ele automaticamente dizia que sim. A mãe, então, tentou relaxar e pensar que seria apenas uma simples enxaqueca.

Emre foi para uma lista de espera de cerca de quatro meses para se submeter a um exame mais detalhado. Porém, o menino não parava de desenhar a sua mesmo com as manchas na testa, além constantes mudanças de humor.

Quando Tiffany o perguntou novamente sobre os desenhos, o garoto respondeu que era: "a dor de cabeça que nunca foi embora". A mãe não teve outra escolha a não ser ir todos os dias ao hospital para conseguir uma vaga a Emre.

Quando finalmente conseguiu, foi diagnosticado que o garoto possuía um tumor benigno na glândula pineal, uma pequena glândula endócrina que todos nós temos em nossos cérebros. Os médicos disseram que as dores de cabeça intermináveis não tinham nada a ver com isso, mas não era bem assim.

Logo, a família teve de voltar aos hospital, pois Emre estava com terríveis dores de cabeça, vomitando muito e tinha começado a cair no sono facilmente.

Ao realizar mais testes, foi comprovado que era impossível operar o tumor. Ele, então, foi submetido a uma punção lombar para ajudar com o cisto benigno.

Ao todo, essa mãe levou três meses implorando para que os médicos procurassem o que seu filho tem. No momento, o menino está estável e continua com a sua vida.

Após os problemas e lições de vida que enfrentaram, a família agora começou a trabalhar com uma campanha, a HeadSmart, que conscientiza sobre doenças raras e tumores cerebrais em crianças.

O mais importante é um médico reconhecer o tipo de dor que aquela criança está tendo através dos sintomas. Podemos dizer que o pequeno Emre está bem hoje graças à forte intuição de sua mãe.

Fotos: The Brain Tumour Charity

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