Menina com condição rara vive com dois corações enquanto aguarda transplante para salvá-la


Menina vive com dois corações enquanto luta por transplante
Menina vive com dois corações enquanto luta por transplante
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A pequena Lorena, de um ano, nasceu com o coração maior do que o normal. Logo nos seus primeiros dias de vida, os médicos notaram essa condição, mas depois de ficar internada sem um diagnóstico, seus pais acabaram procurando o Incor, Instituto do Coração.

A família saiu de Maceió, em Alagoas, até São Paulo, em busca de uma solução para a condição da criança. O Incor é referência em tratamentos e transplantes cardíacos no Brasil. De acordo com os exames realizados no local, a menina foi diagnosticada com miocardiopatia dilatada. Isso significa que seu coração usa apenas 11% de sua capacidade.

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Menina vive com dois corações enquanto luta por transplante

Segundo o médico Luiz Fernando Caneo, cirurgião da Unidade Cirúrgica de Cardiopatias Congênitas do Incor, Lorena tinha uma disfunção em seus dois ventrículos. A solução encontrada para o problema da pequena era um transplante. Mas, os médicos precisavam estabilizar seu quadro enquanto ela esperava pelo órgão. A mãe, Larissa Monique Farias da Silva, conta que a menina acabou sofrendo um infarto nesse meio tempo.

Para que continuasse vivendo, ela precisou ser ligada a uma máquina chamada Berlin Heart, uma espécie de coração artificial. Funciona como uma bomba que poupa o esforço do coração. Lorena precisou de duas dela. A mãe conseguiu que a filha fizesse o implante do Berlin Heart um dia antes da cirurgia. Toda essa demora para que o plano de saúde permitisse o implante prejudicou a menina:

Menina vive com dois corações enquanto luta por transplante

“Nesse meio, em uma semana, eu lutando para conseguir a autorização, ela teve mais quatro paradas. De uma vez”, conta a mãe. Agora, ela sobrevive com dois corações enquanto aguarda pelo transplante. A família segue engajada em campanhas para doações do órgãos e não perdem as esperanças da filha receber um novo coração.

Necessidade do transplante:

“É difícil aceitar a questão da doação, principalmente em se tratando de criança, uma questão bem delicada. Mas o que eu falaria aos pais [de um doador] é que tivessem a consciência de que doando o órgão de um filho, seja o coração ou outro órgão, vai salvar a vida de outra criança. E ele vai saber que o coração do filho dele está podendo bater no peito de outra criança”, finaliza Larissa.

Essa pequena precisa de um coração e a doação de órgãos é essencial não só para a vida dela, mas de muitas pessoas ao redor do mundo, que lutam pela vida.

Foto: Reprodução/ Instagram

Fonte: Claudia

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