Laís Souza conta que gasta R$20 mil por mês com tratamentos desde o acidente


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Não deve ser nenhum pouco fácil ser uma ginasta profissional e talentosa e de repente não conseguir nem ficar de pé. Infelizmente, foi exatamente o que aconteceu com a ex-ginasta Laís Souza, de 28 anos. Ela estava treinando para as competições de esqui aéreo para a Olimpíada de Inverno de Sochi, na Rússia, quando sofreu um acidente que ocasionou a perda dos movimentos de seu pescoço para baixo, em janeiro de 2014.

No entanto, a força de vontade da esportista não permite que ela se adapte a cadeira de rodas. Três anos após o ocorrido, Laís chega nos treinos com um sorriso no rosto e a esperança de recuperar qualquer movimento que tenha perdido. A partir de suas perdas cada avanço é uma conquista para ela.

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A atleta tem sessões de fisioterapia todos os dias. Ela conta que para fazer xixi precisa de uma sonda que custa R$3.20, e portanto tenta controlar sua ida ao banheiro para que não ultrapasse mais de seis por dia. Láis se desdobra dando palestras e indo a eventos para conseguir arcar com o custo de seu tratamento que, no total, chega a R$ 20 mil por mês. Explica que isso inclui os cuidadores e os remédios que são a parte mais cara.

Laís se deparou com as dificuldades de se cadeirante quando chegou ao Brasil após passar seis meses em um hospital nos Estados Unidos, onde aconteceu seu acidente. Os problemas foram encontrados assim que chegou em sua casa e notou as calçadas esburacadas e, mais tarde a falta de banheiros adaptados. A atleta conta que nem pode entrar em sua casa, pois não passava na porta com a cadeira. Então, ela passou em tempo na casa do irmão até achar um apartamento que fosse adaptado.

Ainda bem que Láis pode contar com a ajuda de muitas pessoas e instituições. A ajuda nos custos financeiros vem do governo, clínicas, patrocinadores e outros atletas, incluindo o jogador de futebol Neymar que auxilia a ex-ginasta com a moradia em São Paulo.

A atleta tem evoluido muito na recuperação, ressaltando que Láis nem mesmo conseguia falar durante os primeiros meses depois do acidente. Este ano, conseguiu ficar sentada no chão com o apoio das próprias mãos e também em pé com o auxilio de um aparelho e ainda dar uma voltinha na sala.

Com essa força de vontade e as novas tecnologias que estão se desenvolvendo, esta mulher ainda poderá ser medalhista nas próximas grandes competições. Vamos torcer para sua total recuperação!

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