Jovem convive com 3 irmãos com autismo e conta como eles transformaram sua vida


Jovem fala dos 3 irmãos com autismo
Jovem fala dos 3 irmãos com autismo
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Milhões de pessoas ao redor do mundo são diagnosticadas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou autismo. Ele não tem cura e está ligado a deficiências intelectuais, dificuldade na comunicação social, atenção e coordenação motora, por exemplo. O dia 2 de abril é o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Sabendo disso, o Love What Matters trouxe um relato emocionante para abraçar a causa.

A história é de Ali Carbone, de Nova York, Estados Unidos. Ela tem três irmãos com autismo: eles nasceram sucessivamente em 1994, 1999 e 2001 e se chamam Michael, Anthony e Luke. Há mais de 10 anos, Ali é engajada em conscientizar as pessoas sobre o transtorno:

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“O espectro é amplo e é representado perfeitamente sob o mesmo teto em minha casa. Não há dois autistas iguais e, para muitos, o autismo é apenas o começo dos distúrbios de desenvolvimento e cognitivos com os quais terão que lidar ao longo de suas vidas.”, explica ela. Seu irmão mais velho não fala, é cego e tem epilepsia; o do meio fala, estabelece conexões sociais mas sofre de um transtorno obsessivo-compulsivo grave. Já o mais novo é levemente verbal e hiperativo. Nada disso os define: cada um tem seus gostos pessoais, suas paixões e atividades preferidas.

Jovem fala dos 3 irmãos com autismo

“Esta é uma foto rara de todos sorrindo. Algo tão simples para você e sua família é praticamente impossível para mim. Este mês e todos os dias daqui para frente, faça o melhor para ser gentil. Se você vê uma criança batendo os braços, não ria. Se você vir um adulto entrando em colapso, não olhe. Se eles forem para um abraço ou um cumprimento, não fujam. Um sorriso de um estranho pode literalmente mudar nosso dia.”, conta Ali.

Aprendizado:

Segundo ela, crescer com os irmãos lhe trouxe muito aprendizado e lhe ensinou sobre compaixão. Ela disse que quando criança não conseguia entender o comportamento deles, mas somente à medida em que foi crescendo percebeu tudo. Por alguma razão sempre pensou que tê-los por perto lhe traz vantagens na vida. “Quando criança, eu já entendia compaixão e podia dizer instantaneamente se outro garoto ao meu redor era deficiente ou autista, e eu os trataria com gentileza. Mesmo naquela época, lembro de sentir que havia um significado ou propósito maior para minha vida.”, explica.

Jovem fala dos 3 irmãos com autismo

Ela finaliza o relato passando uma mensagem de amor e respeito, com compaixão acima de tudo. Ali incentiva as pessoas a olhar o outro com mais carinho e gentileza. “Se as pessoas levassem mais tempo para se colocar no lugar de outra pessoa, eu acho que a percepção delas sobre sua própria vida e problemas mudaria. Isso é algo que tento fazer todos os dias. Mesmo que eu tenha tudo isso acontecendo na minha vida diária, se um amigo está triste ou tendo um problema, eu nunca o descarto, e sempre tento me colocar no lugar deles e oferecer apoio”, conta Ali.

Ela não só é um exemplo por todo o amor para com os irmãos, mas pela luta constante assegurando que outras pessoas na mesma situação também sejam tratadas assim. É uma grande lição!

Foto: Reprodução/ Ali Carbone

Fonte: Love What Matters 

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