Golfinho é encontrado morto na praia e plástico é encontrado em seu estômago


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Cada vez mais os animais estão correndo risco de extinção e, muitas de suas mortes, infelizmente, são causadas por nós, humanos. Um caso recente foi desse golfinho encontrado no Partido de la Costa, em Buenos Aires, Argentina. Dois deles estavam nas localidades de Santa Teresita, San Bernardo, Mar de Ajó e Las Toninas. Dois deles, sem vida. E os outros, apesar dos esforços, não resistiram.

Os que até então estavam com a vida chegaram a receber cuidados da equipe do Centro de Resgate e Reabilitação da Fundação, mas seus esforços, eventualmente, não foram o suficiente para mantê-los vivos. Agora estão averiguando exatamente o que levou a morte de cada um desses animais. “Atualmente estão sendo realizadas necropsias para determinar a causa da mortes. Nenhum deles apresentava marcas de redes – como aconteceu em outros casos, provavelmente por conta de pesca em alto mar -, mas um deles tinha plástico em seu estômago”, revelou o grupo.

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“As principais causas de mortalidade para essa espécie como no caso das tartarugas, tem a ver com a captura acidental, as redes fantasmas e a contaminação”, detalhou um dos biólogos da Fundação, Sergio Rodrigues Heredia.

O golfinho franciscano também chamado de golfinho da prata é considerado uma espécie vulnerável, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza e segundo a Fundação Mundo Marinho ele é ‘atualmente o cetáceo mais ameaçado do Atlântico Ocidental’. “Já no ano de 2003 se estimava que em todo o Atlântico Sul-ocidental morreram entre 2.000 e 3.000 franciscanos ao ano e na província de Buenos Aires o número chegava a cerca de 500 golfinhos. Através de análises de viabilidade populacional, se estimou que alguns grupos poderiam desaparecer em menos de 30 anos”, revelou.

“Lamentavelmente são muitos animais que estão ingressando ingerindo lixo ou feridas produzidas por ele (nesse último mês: duas tartarugas marinhas, dois lobos marinhos e agora o golfinho). Apelamos para que todos tomemos consciência e mudemos nossos hábitos para o bem-estar dos animais e expliquemos como devemos atuar em caso de encontrarmos um franciscano doente ou sem vida”, publicaram.

Eles afirmam que caso alguém encontre o animal morto, não há necessidade de ter medo por conta de riscos à saúde nem nada do tipo. E, caso ele ainda esteja vivo, é necessário avisar as autoridades. Além disso, o correto é deixá-lo todo tempo úmido para que ele consiga respirar.

Fotos: Reprodução.

Fonte: Zoorprendente.

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Beatriz Ponzio

Jornalista, introspectiva, criativa, sensível, sonhadora, apaixonada por dança e pela vida.