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Muitas mulheres possuem o desejo de engravidar, ter um filho e ser mãe. Algumas, quando finalmente têm a felicidade de ver um "positivo" em um teste de gravidez, tem a alegria tirada alguns dias, semanas ou meses depois.

É a dor de ter um aborto espontâneo. Algumas avós dizem que isso é uma coisa da modernidade, mas se você ou alguém que conhece já passou por isso, nem pense em tomar essa teoria como verdade! Mesmo realmente sendo um momento complicado para a mulher, entenda que isso é muito mais comum do que você acha.

O debate sobre o assunto ganhou vida quando, durante a gravação do 'Troféu Imprensa", o apresentador Silvio Santos deixou "escapar" que sua filha, Patrícia Abravanel, estava grávida, mas perdeu seu bebê em um aborto. Ela explicou que foi algo inevitável, mas que na hora certa virá outro bebê. E realmente virá.

Ainda não tem um número preciso sobre quantas gestações terminam nos primeiros meses, mas de acordo com algumas pesquisas, esse número seja cerca de 205 das mulheres, em que cada dez mulheres que engravidam, duas perdem o bebê até a 20ª semana.

Para quem ainda tem dúvidas, aborto espontâneo é quando a gestação é interrompida naturalmente, pelo próprio organismo da mulher. Os principais sintomas são sangramentos e dores abdominais. Algumas que, infelizmente, perdem seu bebê, devem passar por procedimentos como a curetagem, que é a limpeza do útero.

As causas desse problema são muitas. Alguns abortos ocorrem bem no início da gestação, nas primeiras duas ou três semanas, tanto que são até difíceis de serem diagnosticados. Devido o feto não tem uma formação precisa, não é necessária a curetagem. Entretanto, aproximadamente metade dos casos de aborto se explicam em embriões que não se desenvolvem bem já nas primeiras etapas da divisão celular e que não têm condições para sobreviver. Esse caso não é culpa nenhuma da mulher ou do homem!

Outras formas de perder o bebê estão ligadas à aloimune, quando o corpo rejeita o feto como um organismo estranho e invasor; doenças autoimunes, como lúpus; problemas endócrinos, como a deficiência na produção de progesterona para segurar a placenta; alterações no funcionamento da tireoide; diabetes; miomas uterinos; colo do útero aberto e predisposição à trombose.

Mas por que o seu sonho de ser mãe teve de ser postergado? Torna-se anormal apenas quando a mulher passa a ter diversos abortos, a partir de três vezes consecutivas. É nesse momento que a investigação médica irá começar. Mas se não for esse o caso, fique tranquila, pois logo seu bebê irá voltar para você!

Mas tem tratamento para isso?

Para algumas situações, sim! Os abortos causados por algum problema genético têm a ajuda da reprodução assistida, que seleciona embriões ou utiliza doadores de óvulos e esperma saudáveis. Para quem tem colo do útero aberto, ele pode ser reparado com um procedimento chamado cerclagem, que o fecha com pontos que só são retirados perto da data do parto. Agora, pra quem pode ter trombose, pode ser receitado doses de anticoagulante. Já a tireoide pode ser controlada com medicamentos e a progesterona.

Mas se você quer saber se é possível evitar que o aborto aconteça, saiba que em apenas alguns casos, especialmente os que envolvem o organismo feminino! Mantenha sempre seus exames e visitas ao ginecologista em dia. Fica mais fácil descobrir problemas como diabetes, hipertensão, tireoide e tratar mais rapidamente. Não se esqueça também de manter as vacinas de doenças como rubéola em dia!

Você pode, sim, tentar engravidar novamente! Se o aborto ocorreu nas primeiras semanas e não foi necessário realizar a curetagem, já pode tentar engravidar no próximo ciclo menstrual. Se houve intervenções médicas, é aconselhável esperar cerca de três meses ou após ter dois ciclos completos regulares.

É realmente difícil para uma mulher se ver nessa situação, mas lembre de ver como uma nova oportunidade de tentar novamente! Você será, sim, uma grande mãe um dia, mas se não passou por isso, dê essas dicas a quem passa.

Fotos: Portal do Holanda, Divulgação.

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