Ele virou símbolo entre os refugiados. E o Papa revela o que fez com sua imagem


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Símbolo dos refugiados na Síria, todos ficaram aterrorizados com o que havia acontecido com o menino sírio, Aylan Kurdi. O garoto foi encontrado morto em uma praia da Turquia em 2015.

O que ninguém esperava era que o Papa Francisco fosse inaugurar uma escultura de Aylan. A estátua chegou a ser doada à Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). A santidade chegou a fazer um discurso e pediu amor na cooperação internacional. Segundo ele, a fome só acabará quando não tiver guerra.

”É necessário que a diplomacia e as instituições multilaterais alimentem e organizem essa capacidade de amar, porque é a via mestre que garante não apenas a segurança alimentar, mas também a segurança humana em seu aspecto global”, disse o Pontífice. ”Amar significa contribuir para que cada país aumente a produção e chegue a uma autossuficiência alimentar. Amar se traduz em pensar em novos modelos de desenvolvimento e de consumo e em adotar políticas que não piorem a situação das populações menos avançadas, ou sua dependência externa.”

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Menino sírio encontrado morto em praia após fugir junto de outros refugiados em uma embarcação.
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Estátua para homenagear menino sírio que virou símbolo dos refugiados na Síria.

O drama dos refugiados

O caso de Aylan ocorreu enquanto ele viajava com a família junto de outros refugiados e o barco naufragou. Além dele, a mãe e o irmão também morreram. O pai, Abdullah Kurdi agora vive no Iraque.

Pelo que se sabe, dois traficantes de pessoas sírios, Muwafaka Alabash e Asem Alfrahad foram condenados. Eles deveriam cumprir 32 anos, mas ficaram apenas quatro anos e dois meses. Segundo um tribunal turco, os homens seriam responsáveis pelo naufrágio.

Além disso, ambos declararam que o culpado seria na realidade Abdullah. No momento da tragédia quem estava guiando o barco era ele. Mas o homem se defendeu dizendo que os traficantes fugiram da embarcação superlotada, com 12 imigrantes.

O capitão, por fim, também entrou em pânico e abandonou o barco. Muitos homenagearam o garoto após a tragédia.

Fotos: Reprodução.

Fonte: O Globo.

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Beatriz Ponzio

Jornalista, introspectiva, criativa, sensível, sonhadora, apaixonada por dança e pela vida.