Ela descobriu que seu bebê não vai sobreviver. Mesmo assim decidiu continuar a gravidez


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Mulher está intimidando o governo para que eles permitam que sua filha exista

Tudo aconteceu no Reino Unido, onde a jovem mãe, Kayleigh Parnham, luta para conseguir que sua filha seja registrada como um bebê morto, e não como alguém que nunca existiu.

Ela é mãe de 4 crianças e teve um aborto antes desta gravidez em questão. Com 19 semanas de gestação descobriu que sua filha possui uma condição séria nos rins que não vai permitir que a menina permaneça viva após o nascimento.

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Foi sugerido para Kayleigh que ela optasse pelo aborto. O problema é que, segundo as leis do país, qualquer bebê que nasça morto ou tenha alguma fatalidade antes das 24 semanas de gestação, não recebe um certificado de óbito ou qualquer registro que indique que ele um dia existiu.

Foto: Metro

Antes desse prazo eles não são classificados como mortos, e sim abortados. Kayleigh teme que, apesar de seu bebê chutar e se mexer regularmente em seu ventre, quando ele nascer, será quase como se nunca tivesse existido de acordo com a lei.

 

“Se esperarmos até 24 semanas antes de terminar a gravidez, ela receberá um certificado de nascimento”, explica a mãe.

“Ficamos chocados ao descobrir que nosso bebê seria um aborto e não haveria mais menção a ele. Ele merece melhor do que isso”, diz.

Descoberta

Kayleigh e seu parceiro, Steve Hopper, 32, fizeram seu primeiro ultrassom em novembro de 2017, que mostrou que seu bebê era perfeitamente saudável.

Mas a medida que a gravidez progredia e o casal foi para um ultrassom para descobrir o sexo, as anormalidades foram descobertas e ele estava crescendo sem qualquer líquido amniótico para protegê-lo.

Eles então se encontraram com dois médicos no Hospital Medway Maritime que deram a notícia que não havia nada que pudesse ser feito. Os médicos também sugeriram a interrupção imediata da gravidez.

Kayleigh disse que a primeira coisa que fez foi procurar tudo o que pôde sobre isso para averiguar se havia algo que pudesse ser feito e, infelizmente, não não encontrou nada.

 

“Mas eu acho que os pais devem ter a opção de registrar o nascimento ou não. Eu sei o quão doloroso é sentir cada movimento e chute e saber que o bebê pode não ser classificado como um ser humano se ele morre antes de 24 semanas”, lamenta.

Sharon Hodgson

Na semana passada, a deputada trabalhista, Sharon Hodgson, falou na Câmara sobre a situação semelhante que passou em sua gravidez.

Ela agora quer que o governo altere a legislação e dê aos pais a opção de ter um nascimento registrado antes de 24 semanas.

Sharon Hodgson

“O meu discurso sobre a perda da minha filha, Lucy, foi o mais difícil que já tive de dar, mas estou satisfeita por ter incentivado outras famílias, como a de Kayleigh, a falar sobre suas experiências também”, conta Sharon.

 

Torcemos para que a familia de Kayleigh encontre conforto após tudo isso.

Fonte: Mirror

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