Donos salvam seus cães de prédio em chamas, enquanto outros não tiveram a mesma sorte


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Na hora do desespero as famílias não conseguiram pensar em nada

Tudo aconteceu na madrugada da última terça-feira, quando um incêndio tomou conta do prédio onde pessoas desassistidas pelo estado moravam com suas famílias e seus animais. Mesmo com toda a confusão, muitos deles priorizaram salvar também os seus cachorrinhos.

Um dos antigos moradores do prédio que pegou fogo e desabou no Largo do Paissandú, centro da cidade de São Paulo, conseguiu salvar sua cadelinha antes que o fogo tomasse conta de tudo.

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Essa foi a história do catador de entulhos, João de Jesus Santos, de 52 anos, que contou à reportagem do G1 que escutou alguns estouros na parte de baixo do prédio e correu para chamar sua família. “Elas estavam todas dormindo, eu gritei e falei para todo mundo descer.”

João de Jesus Santos não saiu do prédio sem sua cadelinha

Quando o repórter perguntou se ele também ajudou a cachorrinha a se salvar, ele respondeu: “Essa aqui? Ela não sai do meu lado. Está sempre comigo!”

Francisca da Silva, 41 anos, também conseguiu salvar a sua cadelinha, Mel, mesmo tendo que carregar toda a sua família para fora do prédio. Ela tem 5 filhos e diz que até agora não consegue entender o que aconteceu. “Foi questão de, por Deus, a gente descer e o prédio desabar”, conta.

SAO PAULO – SP / 01.05.2018 / INCENDIO E DESABAMENTO
Animais deixados para trás

Infelizmente, a auxiliar de limpeza Marta da Cruz, de 54 anos, não teve tanta sorte e teve que deixar sua gatinha chamada, Menina,  para trás. “Não consegui pensar em nada. Deixei celular, dinheiro, tudo.”

A desempregada Jéssica Matos, de 20 anos, não conseguiu resgatar o seu cachorro, Spyke, e nem os oito gatinhos. “Acordei com a minha mãe gritando: ‘É fogo! É fogo!'”, diz. “Fui tentar salvar o cachorro, mas ele, com medo, correu para baixo da cama.”

Nossos sentimentos estão com todas as famílias desabrigadas depois desse terrível acidente, e também com as famílias das pessoas e animais desaparecidos. Torcemos para que elas tenham a ajuda que necessitam do estado.

Fonte: G1, Estadão

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