Com a mesma doença de Lady Gaga, Dani Valente desabafa ao falar sobre a síndrome: “Não somos preguiçosos”


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Há dois anos morando longe do país, a atriz Dani Valente, que atualmente vive em Los Angeles (EUA) desabafou ao falar a respeito de seu diagnóstico de fibromialgia, a mesma condição que fez com que Lady Gaga cancelasse seu show no Rock in Rio 2017.

Daniele, que revelou ter mudado seus hábitos e sua rotina por causa da doença diagnosticada nela há pouco mais de um ano, explicou em postagens na última semana o quanto a fibromialgia dificulta que atividades simples do dia a dia sejam realizadas devido às dores que ela causa no corpo.

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“A culpa é um sentimento normal pra quem é mãe. Agora multiplica essa culpa por 1 milhão. Esse é o sentimento que mães com fibromialgia sofrem. Pois nem sempre temos energia para brincar com nossos filhos. O que eu faço pra contornar essa situação? Uso a criatividade. Por exemplo, brinco com ela de fantoche. E ela adora! E quando a exaustão bate forte digo que preciso descansar e pronto. Escolhi me libertar da culpa. Quando preciso descansar, descanso. Se estou na rua, procuro um lugar pra sentar. Se estou em casa, vou deitar, leio um livro ou vejo uma das séries que gosto. Sem culpa de ‘ah, tô sendo preguiçosa, eu podia estar produzindo, eu podia tá organizando minhas gavetas'”, escreveu a atriz, que hoje se concentra em criar roteiros. “Ah, não quero que minha família pense que sou preguiçosa… Às vezes, 30 minutos bastam pra eu me recuperar. Parar de pensar no que os outros pensam sobre você é libertador”, completou.

  1. Foto: Reprodução

Mãe de uma menina de 7 anos, Daniele também fez questão de fazer um apelo ao Ministério da Saúde para que sejam criadas campanhas que informem a respeito da doença: “Alô, Ministério da saúde! Vamos informar melhor a população sobre fibromialgia! Os fibromiálgicos sofrem calados porque ninguém acredita neles! Não somos preguiçosos! A dor constante traz um cansaço absurdo e consequentemente a depressão. A fibromialgia é como o “Dementador” do Harry Potter. Mas tem como mudar essa situação”.

No Brasil, a doença que não tem cura, mas que pode ser controlada, atinge 10% da população, sendo a maioria mulheres acima de 25 anos, de acordo com dados da Associação Brasileira de Fibromiálgicos (Abrafibro).

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