Casal se apaixona por cão de rua na Argentina e faz de tudo para trazê-lo para o Brasil


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Eles estavam de férias em Buenos Aires quando encontraram o cãozinho no meio de uma manifestação

Priscila Duarte e seu namorado até tentaram despistar o animalzinho mas quando olharam para trás e viram sua cara de triste, não conseguiram deixa-lo ali.

Depois de se apaixonarem pelo cachorro, os dois descobriram que levar um animal de um país para o outro é muito mais complicado do que eles imaginavam.

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Confira essa história:

“Em agosto desse ano eu e meu namorado decidimos tirar ferias na Argentina. No nosso segundo dia em Buenos Aires tínhamos planejado visitar o estádio do Boca Juniors, mas haviam muitas manifestações e as ruas onde normalmente passava o ônibus estavam interditadas. A atendente do hotel nos aconselhou adiar o passeio, então decidimos dar uma olhada na manifestação.

No caminho encontramos um cachorro abandonado e paramos para fazer carinho (como fazemos normalmente). Ele deitou no chão e ficou de barriga para cima pedindo por mais carinho. Ele era amigável e carinhoso mas tinha um ar triste e sombrio no olhar. Era de médio porte, castrado, parecia sem raça definida e tinha marcas de arranhões nos rosto. Meu namorado ficou insistindo para irmos logo, então nos despedimos e seguimos nosso caminho. Dois quarteirões depois nos demos conta que ele nos acompanhava. Entramos numa das manifestações que passava, para tentar despistá-lo e corremos sem ele perceber, mas de longe vimos como ficou desnorteado e não resistimos a correr de volta ao seu encontro.

Nesse momento ele pulou como se reencontrasse os donos perdidos. Algumas horas depois já tínhamos lhe dado nome, coleira, comida e água e pesquisávamos sobre como levá-lo ao Brasil. Fomos num veterinário que disse de má vontade que o processo seria complicado e burocrático demais, não valia a pena e era melhor levá-lo a um abrigo. Mas não conseguimos desistir dele. Fomos ao hotel perguntar se ele poderia ficar no quarto com a gente, mas o tamanho não permitiria, então instalei o aplicativo chamado DogHero para encontrar uma anfitriã que ficasse com ele por alguns dias, e contamos a ela a história.

Ela concordou em ficar com ele mesmo sem vacinas, sem ração e sem data definida para o fim da estada. Então ele ficou com a anfitriã pelos dias seguintes enquanto demos continuidade ao nosso roteiro da viagem. Voltamos ao Brasil e ele continuava na casa da anfitriã que ficou com ele de boa vontade por todo o tempo enquanto passamos semanas pesquisando métodos de trazer ele para nosso país. Pensamos em desistir varias vezes, mas sempre que lembravamos dos nossos poucos momentos juntos, nos dava força pra continuar.

O processo começou e transferimos dinheiro para a anfitriã ir ao veterinário e dar as devidas vacinas, desparasitação, emitir um certificado dar um banho e comprar ração. Se seguiram quase 4 meses de pesquisas e descobrimos que a burocracia de transportar um cachorro de avião é um inferno. Tinha o problema do peso, a questão de ser considerado raça de risco (tem mistura com Pitbull), de não poder viajar sem acompanhante. Consideramos buscá-lo de carro mas faltava tempo e disponibilidade. Já estávamos em novembro quando a anfitriã nos disse que o proprietário do apartamento dela ia mudar as regras do prédio e não seria mais possível ter cachorros no apartamento. Então finalmente descobrimos uma empresa chamada Taxi Dog que fazia transporte de cachorros pelo Brasil.

Entramos em contato com eles que ficaram sensibilizados com a história e decidiram nos ajudar e ir busca-lo em Buenos Aires. E o melhor: a DogHero, que nos ajudou com o processo e estava pagando as diárias na casa da anfitriã esse tempo todo, se comprometeu a arcar com grande parte dos custos do transporte.
Depois de muitos contratempos durante a viagem (eles saíram do RJ foram em Buenos Aires e voltaram ao RJ de carro), ontem 16/11/2018 ele chegou ao Brasil!

O nome que escolhemos é de um escritor cubano, autor de um livro chamado “O Homem Que Amava os Cachorros”. Não sabemos se fomos nós que o escolhemos ou se foi ele que nos escolheu, mas agora ele é nosso e passará o resto dos anos debaixo do nosso teto.

Essa é a historia do nosso cachorro argentino, um perro que apareceu nas nossas vidas de paraquedas e nos seduziu. Ele não tem mais o ar triste e sombrio de quando o encontramos na Praça do Congresso; foi substituído por uma postura altiva e imponente que terá a partir de agora.

Essa é a historia de Leonardo Padura.

Essa é a historia de Leo.”

Torcemos para que Léo tenha uma vida longa e feliz ao lado de sua nova família brasileira.

Fonte: Facebook

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