Casal abandona vida moderna e passa a viver em floresta na Nova Zelândia


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Você teria coragem de sair da vida moderna, esquecer os aparelhos eletrônicos e viver na mata? Parece praticamente impossível, certo? Talvez não. Pelo menos não para o casal Miriam Lancewood, holandesa e o marido, Peter, neozelandês.

Diferentemente dos outros, eles decidiram abandonar tudo e passar um ano e meio em uma floresta da Nova Zelândia. Mas a paixão foi tanta que os dois resolveram ficar lá por um tempo a mais. Tanto é que decidiram ir para South Marlborough, na Holanda. Mas foram migrando para diferentes regiões como Nelson Lakes e West Coast.

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“Queríamos ser parte da natureza, em vez de apenas observá-la”, disse ela ao Daily Mail. Porém o começo dessa aventura não foi nem um pouco fácil. O treinamento incluiu caminhadas de cerca de dez dias pelo mato, alguns treinos com arco e flecha e até mesmo leituras sobre as plantas comestíveis existentes por lá.

“Arrumamos dois mochilões de 85 litros com tudo o que precisávamos, desde aveia laminada até leite em pó, farinha, mel, arroz e legumes. Nós contamos tudo perfeitamente, incluindo os saquinhos de chá”, teria dito Miriam.

O que mais impressionou a todos foi a mulher ter tido a coragem de caçar animais como gambás e até mesmo uma cabra, afinal ela foi durante toda sua vida vegetariana. Porém, só enfrentando a vida na mata para compreender que, sem esse tipo de alimento, seria impossível se manter aquecida.

O único momento, entretanto, em que eles acabam fugindo um pouco das florestas é quando precisam comprar mais alimento como aveia, mel e arroz. Tudo com o dinheiro que Miriam tira do banco. Ela, inclusive, toca violão nos shoppings para arrecadar um pouco mais de grana.

“É incrível que quanto mais você se remove da vida moderna melhor você se sente. O sono vem muito facilmente quando a mente está quieta. Nunca poderei dormir nas cidades”, relata ela. Mesmo assim, o contato com seus parentes não foi simplesmente desligado. Ainda hoje, Miriam conversa com eles por meio de cartas, as quais ela entrega para caçadores.

Cerca de dois a três meses depois, a mãe consegue responder o e-mail que eles respondem quando se dirige até uma aldeia. Mesmo assim, isso nunca fez com que o casal desistisse dessa vida pacata.

“Eu aprendi o quão pequenos são nossos problemas, e por causa disto, minhas preocupações pessoais parecem minúsculas e patéticas. Essa experiência tem sido uma grande ajuda para minha ansiedade. Eu me sinto feliz, saudável e explorar me dá tanta alegria e energia”, relata.

Hoje eles vivem há mais de sete anos nessa região da Nova Zelândia e Miriam conta toda a experiência no livro ”Woman in the Wilderness” (Mulher na Selva).

Conheça um pouco mais:

E aí? Você teria coragem de fazer o mesmo?

Fotos: Divulgação / “Woman in the Wilderness”

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Beatriz Ponzio

Jornalista, introspectiva, criativa, sensível, sonhadora, apaixonada por dança e pela vida.