Caçadores mataram um alce albino sagrado. Veja o que aconteceu depois


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Notícias como esta nos fazem lembrar que ainda há muitas pessoas que não dão aos animais a importância que merecem. As políticas de proteção animal e caça só são eficazes na medida em que as pessoas as cumpram e as respeitem, mas para isto é necessário que todos aprendam dar a devida importância que são estes seres para o meio-ambiente, para o nosso planeta. Embora não seja ilegal caçar alces na Nova Escócia, o que ocorreu no final de 2013 serviu para chamar a atenção dos caçadores e, tomara, para ensinar-lhes uma lição.

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Quando um grupo de caçadores postou uma fotografia nas redes sociais com junto com sua recente “presa”, uma polêmica surgiu. Tratava-se de um raro alce albino considerado como um “espírito (animal)” sagrado pelos índios Mi’kmaq da Nova Escócia, e a indignação para com os caçadores espalhou-se rapidamente tanto on-line como na comunidade local Mi’kmaq.

Segundo informaram a CBC naquele momento, as comunidades aborígenes sabiam da presença do alce há anos, porém não o caçavam porque era considerado sagrado:

“Sabemos da sua importância e ensinamos a população nativa por quase 500 anos sobre a importância que este e outros animais brancos têm em nossas vidas“,

disse Danny Paul, caçador das comunidades aborígenes.

“Não devemos causar-lhes dano de nenhuma maneira ou forma, uma vez que poderia ser um de nossos antepassados que vem nos lembrar de algo significativo que irá acontecer dentro da nossa comunidade”

, acrescentou.

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Como é típico dos caçadores de troféus, os homens não tardam em compartilhar fotos de si mesmos posando com o animal morto, mas quando se noticiou que o raro alce havia sido morto a indignação se espalhou pela Internet:

“Não posso acreditar que alguém possa matar uma criatura tão bela. Suponho que agora pensem que são grandes homens. Vergonha, vergonha, vergonha!”,

dizia uma mensagem.

“Como pode ser que algo que é tão sagrado e honrado pela comunidade fique como um troféu”

comentou um companheiro caçador que disse estar arrasado. “Quando algo é tão raro na natureza, é só deixa-lo em paz”, concluiu outro.

Segundo Jim Hnatiuk, um taxidermista local que foi o primeiro a informar o que os caçadores haviam feito, isto se converteu numa oportunidade de aprendizagem para os caçadores:

“Os caçadores responderam que se sentem arrependidos e lamentam que o fato, por não estarem informados, haja acontecido. Alguns podem não aceitar, porém isto não muda o que é verdade”.

“Eles são homens bons e não infringiram nenhuma lei e manifestaram que teria sido bom ter conhecido mais sobre a importância destes alces brancos. Esperamos que através disto muitos outros estejam mais bem informados e que isto seja um catalizador para melhorar a forma de agir”, disse Hnatiuk

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AFP também informou que os locais consideram que é má sorte matar animais brancos, o que pode ter sido um fator de motivação dos caçadores em tratar de fazer as pazes com a tribo Mi’kmaq devolvendo a pele, para que pudessem levar a cabo uma cerimônia de quatro dias em honra ao animal.

Mas enquanto os caçadores pediam desculpas públicas pelo ocorrido, já era muito tarde para o alce. E por certo, os caçadores ficaram com a cabeça do alce como troféu.

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Fontes: Tree Hugger, Daily Mail, CBC

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