800 leões são caçados e mortos. E tudo isso para arrancarem seus ossos


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Já parou para pensar de onde vem as suas joias e remédios? Bem, eu não tenho uma boa notícia para lhe dar. Na África, cerca de 800 leões tiveram o destino que você jamais esperaria: o comércio de seus ossos. A demanda vem da China, porém alguns produtos estão sendo vendidos também em países do Sudeste Asiático como a Tailândia, o Laos, a Camboja e o Vietnã.

Para você ter uma ideia, mais de oito mil leões criados em cativeiro irão para 200 fazendas na África do Sul. Infelizmente, essa cota foi autorizada pela Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Extinção. E essa decisão só aconteceu como uma forma de acalmar países que estavam à procura da legalização do comércio dos restos de leões selvagens e os de criados em cativeiro.

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Muitas pessoas do Extremo Oriente acreditam que, na realidade, os ossos são de tigres, os quais possuem propriedades medicinais e são afrodisíacos.
800 leoes
Mais de 800 leões são usados para a produção de joias

O mais triste de tudo é que os leões passam a sofrer nas mãos dos seres humanos assim que nascem. Aos quatro anos, são mortos por caçadores que os querem para troféus e para comercializar seus esqueletos.

Para você ter uma ideia, esses homens pagam uma quantia de 12.800 libras para atirar no animal para depois levarem o crânio e a pele dele. O fazendeiro consegue lucrar até 1,440 libras ao vender o cadáver para países da Ásia. Cada cadáver pode chegar a um preço de 50 mil libras.

Em diversos parques, os quais foram visitados pelo Daily Mail, se observou cenas como as de filhotes amontoados em cima das mães. Logo depois eram levados e alimentados por voluntários. Um mês depois, lá estão eles cercados por turistas querendo tirar fotos. E mais tarde, ficam andando lado a lado deles com varas para mostrar controle. Caso algum deles mate algum dos animais do parque, eles serão proibidos de comer.

O mais triste de tudo isso é que geralmente eles nascem nos parques. Logo depois são drogados e colocados em locais minúsculos para serem vendidos para caças enlatadas.

Infelizmente, não foi possível impedir esse tipo de comércio e os leões são sempre sedados e maltratados. Um fotógrafo, que antes tirava fotos dos animais sendo caçados, desistiu e é agora um ativista. O momento da caça é verdadeiramente um massacre, segundo ele mesmo diz. De acordo com a CITES, dois mil esqueletos de leões já foram enviados da África do Sul para o Laos durante seis anos até 2015. Mais de 2300 remessas de esqueletos incompletos também foram enviados. Ou seja, ossos e outras partes do corpo deles.

E pensar que 800 leões estão nessas condições. De entristecer qualquer um, não?!

A história dessa leoa que ficou em cativeiro e foi finalmente libertada, pelo menos, nos dá alguma esperança.

Fotos: Reprodução.

Fonte: Anda.

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Beatriz Ponzio

Jornalista, introspectiva, criativa, sensível, sonhadora, apaixonada por dança e pela vida.