21 milhões de meninas são indesejadas na Índia. E elas são rejeitadas pelas próprias famílias


Realidade de ser mulher na Índia
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Ser mulher é precisar lutar todos os dias pelos seus direitos. Pelo direito de votar, de ir e vir em segurança, de trabalhar, estudar ou até de seguir os próprios sonhos. Hoje, ser mulher é sinônimo de travar batalhas constantes para conquistar seu lugar no mundo. Estamos ganhando força e o momento é de se posicionar e fazer a diferença por um lugar mais igualitário e menos misógino.

E é quando nos deparamos com relatórios como esse, feito pelo Ministério de Finanças da Índia, que mostra que o país tem mais de 21 milhões de “meninas indesejadas”, sabemos que ainda há muito a ser feito. Na Índia, ser mulher é quase um crime. Elas não herdam propriedades e a própria família da noiva é quem precisa pagar o dote do casamento.

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Realidade de ser mulher na Índia

Preferência por um filho homem é escancarada:

“De alguma forma (…), a vida das mulheres está melhorando, mas a sociedade ainda parece querer que menos mulheres nasçam”, diz um trecho escrito pelos autores do documento. Muitas famílias continuam tendo filhos até nascer a quantidade desejada de homens.

Realidade de ser mulher na Índia

Há uma série de fatores que fazem com que a discrepância entre o número de homens e mulheres no país seja tão grande. Muitas mulheres, ao saber que esperam uma menina, optam pelo aborto ou dão à luz e as abandonam. Em 2011, um levantamento mostrou que a Índia contabilizava uma população de 1,2 bilhão de pessoas no país, com 940 mulheres para cada 1 mil homens. Isso é diferente de outros países, como o próprio Brasil, por exemplo.

Realidade de ser mulher na Índia

Essa questão vai muito além da cultura desse povo. Ela se reflete nos direitos das mulheres. Segundo o relatório do Ministério de Finanças, o número de mulheres no mercado de trabalho é ainda menor, embora sua qualidade de vida tenha aumentado.

Isso só mostra que ainda há muito pelo que lutar. Há muito espaço a ser conquistado!

Foto: Reprodução/ BBC

Fonte: Uol

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